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Dívida Pública Federal cresce 3,22% em junho

Tesouro Nacional

Mês foi marcado pela volta dos leilões à normalidade, diz coordenador do Tesouro; vencimento em 12 meses é o menor da série
publicado: 24/07/2017 12h40 última modificação: 24/07/2017 12h57
Gustavo Raniere/MF

A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 3,22% em junho na comparação com maio, passando de R$ 3,253 trilhões para R$ 3,357 trilhões, informou nesta segunda-feira (24/7) o Tesouro Nacional. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) aumentou 3,31%, para R$ 3,233 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) avançou 0,91% entre os dois meses, para R$ 123,99 bilhões. 

“O mês foi marcado pela retomada dos leilões em volumes próximos ao que vínhamos fazendo até abril”, disse o coordenador geral de operações da dívida pública do Tesouro, Leandro Secunho. 

Isso explica o fato de as emissões terem somado, no mês passado, R$ 74,10 bilhões. Com o baixo volume de vencimentos, as emissões líquidas totalizaram R$ 70,26 bilhões.  Foram vendidas principalmente as LFTs, que oferecem menor risco. 

Essa volta do mercado à normalidade, segundo o coordenador, continuou em julho. “Já vemos um cenário de normalidade no mercado, seja em termos de volumes de emissão, seja em termos do nível da taxa de juros”, disse Secunho. 

Na dívida externa, segundo ele, os destaques foram o resgate do título Euro Lira, que havia sido emitido em 1997 e venceu em 26 de junho, e a recompra de R$ 1,062 bilhão em títulos pelo Tesouro em maio e junho, dentro de seu programa de “buyback”. Os dados desse programa, que até então eram divulgados bimestralmente, passarão a ser anunciados todo mês pelo Tesouro a partir do próximo relatório. 

Vencimentos em 12 meses

O percentual de vencimentos da DPF nos próximos 12 meses diminuiu de 15,16% em maio para 14,96% em junho, o menor da série histórica iniciada em novembro de 2006. O prazo médio do estoque caiu de 4,54 para 4,41 anos, mas o prazo médio das emissões de dívida interna aumentou de 4,41 para 4,46 anos, porque as LFTs ofertadas têm prazo superior ao prazo médio do estoque. 

O custo médio das emissões, que vem caindo desde o início do ano, diminuiu de 12,05% em maio para 11,65% em junho. Esse movimento, explicou Secunho, reflete não somente o recuo da Selic, como também a queda mais generalizada das taxas de juros futuras. 

Estrangeiros

Na divisão por grupo de detentores, o destaque foi o aumento da participação das instituições financeiras entre maio e junho, de 22,16% para 22,97%, com concentração em títulos de curtíssimo prazo. O grupo previdência, com 25,52% do estoque da DPMFi, continua liderando. 

A fatia dos estrangeiros, por sua vez, recuou de 13,42% em maio para 12,90% em junho. Secunho observou que, de fato, a carteira dos não residentes veio diminuindo ao longo de todo o primeiro semestre do ano. Em dezembro do ano passado, representava 14,33% do estoque da DPMFi. 

“Mas, em termos de volume, [esse recuo] não foi tão representativo. Era de R$ 427 bilhões em dezembro e hoje é de R$ 417 bilhões”, destacou o coordenador.  Ele explicou que o investidor estrangeiro aproveitou a oportunidade de realizar lucros criada pela queda dos juros e pela estabilidade no câmbio ao longo do semestre. 

Esse movimento, disse Secunho, foi organizado, sem nenhuma ruptura e marcado pelo alongamento das carteiras. Enquanto a posição total dos estrangeiros na dívida caiu R$ 10 bilhões em seis meses, o volume de NTN-Fs com vencimentos em 2025 e 2027 que eles possuem cresceu em R$ 20 bilhões no mesmo período. 


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