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Ministro da Fazenda afirma que solução para Estados não pode prejudicar ajuste fiscal

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Em Nova York, mensagem de Meirelles a investidor é de que o risco econômico do Brasil está diminuindo
publicado: 17/11/2016 18h50 última modificação: 01/12/2016 16h17
Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil

O governo federal está estudando alternativas para solucionar o problema dos Estados que estão em dificuldades financeiras devido, principalmente, à queda na arrecadação. Porém, as ações a serem adotadas não podem afetar o ajuste fiscal em andamento.  A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após participar de reunião com investidores em Nova York.

“Tem que resolver o problema da arrecadação. O que não podemos fazer é, numa tentativa de mitigar o problema dos Estados, prejudicar o ajuste fiscal da União e em consequência prejudicar a economia e continuar a ter problemas cada vez maiores”, disse o ministro durante coletiva à imprensa.

Meirelles citou que entre as hipóteses em discussão estão empréstimos com garantias de ativos dos Estados, como as companhias estaduais. No caso específico do Rio de Janeiro, por exemplo, além dos ativos, citou a garantia de recebimento futuro de royalties do petróleo.

Ele acrescentou que, em Nova York, está conversando com gestores e investidores e vendo interesse deles em adquirir títulos e quais são as possíveis garantias que podem ser oferecidas. O ministro não descartou que a solução a ser adotada no Rio de Janeiro possa ser estendida para outros Estados, dependendo das garantias a serem dadas.

 “Em resumo, existe uma série grande de alternativas que nós estamos estudando de maneira que se possa olhar esse problema. Mas não podemos, na ânsia de aliviar os efeitos da doença do paciente, prejudicarmos fatalmente a sua saúde que é complicando o ajuste fiscal”, sustentou.

O ministro contou ainda que nas palestras que tem participado em Nova York a principal mensagem que tem deixado aos investidores refere-se a queda dos riscos econômicos do país, independentemente dos fatores externos. “O risco fiscal diminuindo, o risco de inflação diminuindo faz com que esse efeito de diminuição seja maior que o efeito internacional da subida de custos de recursos em função da eleição nos Estados Unidos”, exemplificou.

Meirelles disse estar mostrando com toda a clareza a situação do país. “A crise brasileira teve razões fundamentalmente domésticas, pois a política seguida nos últimos anos foi de expansão fiscal que era insustentável ao longo do tempo. Em função dessa mensagem, os investidores consideram continuar investindo no Brasil”, revelou.

O titular da Fazenda reforçou que a economia brasileira está ficando mais forte e cada vez menos dependente de um ambiente internacional benigno,com excesso de dinheiro no mercado a taxas baixas que possam permitir ao país crescer. “O custo do dinheiro  no Brasil tende a cair gradualmente durante os próximos trimestres e  próximos anos. E isso será mais importante do que o aumento das taxas internacionais que serão em valores cada vez menores”, reafirmou.


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