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Ministro defende uma agenda de crescimento para o Brasil

"Temos que enfrentar problemas estruturais”, disse Levy
publicado: 22/09/2015 15h35 última modificação: 23/10/2015 14h11
Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falou nesta terça-feira sobre a necessidade do Brasil ter uma agenda de crescimento e desenvolvimento capaz de enfrentar o fim do ciclo das commodities e alcançar o equilíbrio fiscal e uma inflação suficientemente baixa. Em seminário promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Levy destacou que “estamos em meio a um processo de ajuste macroeconômico, com uma inflação que começa a convergir para a meta depois de anos de desancoragem". E acrescentou que uma agenda de crescimento nem sempre se constitui de gestos fáceis. “Temos que enfrentar problemas estruturais".

O ministro criticou a tentativa de se usar “fórmulas mágicas” e “heterodoxas” para se chegar ao crescimento. Para ele, “devemos ter imaginação, mas não devemos ter ilusão de que há fórmulas mágicas, vamos dizer assim, heterodoxas, para se chegar a um crescimento mais acelerado”.

Segundo Levy, o aumento da produtividade, a melhoria da qualidade dos projetos de infraestrutura e a maior eficiência do setor público constituem medidas para atingir o desenvolvimento. Ele ressaltou que é preciso saber como aproveitar a inserção de um grande número de pessoas no mercado de trabalho, vista nos últimos anos, e transformar isso em aumento de produtividade. 

Para Levy, o país tem que estar “muito antenado” com o que acontece no mundo e não apenas tentando reviver o passado. “Nosso desafio, do governo, não é restaurar o passado, é facilitar o futuro, um futuro que proporciona de maneira sustentável o bem estar para a população. Não podemos gastar o cartão de crédito e usar colchão fiscal para crescer. A gente tem de crescer, através da produtividade e ter um crescimento sólido". E enfatizou que "as pessoas têm que ter confiança de que essa transição vai nos levar a uma economia mais aberta, dinâmica e vigorosa".

PREVIDÊNCIA

O ministro disse que gastos como a Previdência Social têm sempre que ser avaliados e enfatizou que “poucos países têm o privilegio de ter uma Previdência Social como a nossa. Segundo Levy, “temos que avaliar se a Previdência está na melhor direção ou não. No caso da saúde, gastamos mais ou menos o que nossos pares gastam. Essas discussões são extremamente relevantes”.