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Conhecer o mercado de energia, suas tendências, o que acontece no mundo desenvolvido, as limitações a que estamos expostos no Brasil e especialmente a postura competitiva que manterá seu negócio viável frente aos concorrentes brasileiros e internacionais são algumas das funções que os acionistas e a alta direção das empresas têm como desafios e responsabilidades. Assim como tudo na vida, as decisões são motivadas por fatos objetivos e pelo estado de espírito de quem tem as decisões na mão. Cabe aos acionistas e diretores demandar informações e análises objetivas sobre o abastecimento e preços futuros de energia para recomendar uma estratégia que atenda aos interesses e conveniências de sua empresa. Tomar a iniciativa! Os debates sobre energia - oferta, demanda, preços futuros e um possível racionamento de energia elétrica - estão ganhando espaço crescente na mídia com a divulgação do PAC, que supostamente deu muita atenção ao setor elétrico. A novidade é que desta vez há um leque de alternativas: cada empresa, de acordo com suas características, pode se preparar conforme sua percepção de riscos e dos cenários futuros de abastecimento em que deseja apostar. Para quem imaginar que os preços futuros permanecerão parecidos com os atuais, e a oferta atendendo a demanda, o desafio mais importante será o de obter redução de custos da conta de eletricidade. Para os que acreditam em preços crescentes e oferta insuficiente há o desafio de prospectar as alternativas disponíveis: produção local de energia a partir de uma variedade de soluções tecnológicas e de combustíveis e novas formas de contratação de energia da rede pública. A tradição no Brasil é deixar a incumbência de tratar da conta de energia nas mãos de gerentes de engenharia, manutenção ou de produção. O problema é que estes profissionais estão preocupados com os resultados de faturamento, produção, qualidade, entrega, e outros. São exigências de curto prazo, portanto, estudar e definir estratégias de médio ou longo prazos não fazem parte do perfil funcional destes profissionais. Se os acionistas souberem exigir competitividade da diretoria no tocante a energia e, se a diretoria estudar as alternativas trazendo opções interessantes, as empresas e instituições brasileiras terão como responder com qualidade aos desafios que estão colocados. A boa notícia é que existem soluções no mercado: seja em ativos para produzir energia ou em commodities, em ferramentas financeiras para gerenciar riscos de preços futuros, cesta de alternativas de energias em lugar de uma só e uso eficiente de energia a partir da racionalização e da substituição de equipamentos. Assim como em outras áreas das empresas, a formulação de uma visão da disponibilidade e do uso de energia para o futuro cabe aos acionistas e aos diretores de operações. Ainda que a conta anual de eletricidade esteja freqüentemente entre um dos cinco maiores custos anuais das empresas, é intrigante observar que raras são aquelas que enxergam a energia com o mesmo cuidado com que tratam outros custos anuais da mesma magnitude! Acionistas e diretores de empresas que são e foram pró-ativos na busca de soluções de longo prazo obtiveram até agora resultados de economia significativa de energia e portanto redução de seus custos, assim como garantiram seu abastecimento de forma a não colocar em risco toda a operação de suas organizações. O sinal está dado: deixar tudo com está esperando pelos resultados do PAC ou antecipar-se e garantir o abastecimento a custos controlados? A decisão cabe exclusivamente aos dirigentes das empresas. Decidir agora o seu futuro ou culpar os outros depois.
kicker: É intrigante observar que raras são aquelas que enxergam a energia com o mesmo cuidado com que tratam outros custos
kicker2: Cabe aos acionistas e diretores demandar informações e análises objetivas sobre o abastecimento e preços futuros
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