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O otimismo dos pregões em Wall Street deu fôlego à Bovespa, que fechou em alta e recuperou o patamar dos 39 mil pontos ontem. O mercado paulista ainda foi ajudado pela recuperação das ações do setores bancário e elétrico, que compensou a pressão negativa vinda dos papéis da Petrobras, afetados pela queda nos preços do petróleo no mercado internacional.
O Ibovespa terminou o dia na máxima, aos 39.226 pontos, com alta de 1,51%. Ao longo da sessão, o principal índice do segmento acionário local oscilou até a mínima de 38.273 pontos. O volume financeiro foi de R$ 2,38 bilhões.
O bom humor das bolsas americanas foi determinante para o desempenho do pregão local, avaliou o gerente de renda variável do Banco Votorantim, Pedro Thomazoni. A notícia de que o Wal-Mart Stores prevê diminuir o ritmo de expansão das suas lojas e de seus gastos no próximo exercício fiscal, que começa em fevereiro de 2007, aliado a números corporativos positivos, animaram os agentes em Nova York, levando o Dow Jones a atingir novo recorde de pontuação., subindo 0,95%, aos 12,116,91 pontos. O S&P 500 subiu 0,62%, aos 1.377,02 pontos, no melhor patamar desde janeiro de 2001.
Somaram-se alguns movimentos locais, como a recuperação das ações que bancos e empresas de energia, que anulou o impacto das perdas dos papéis da Petrobras sobre o Ibovespa. No caso dos bancos, vale citar a alta de 2,54% das preferenciais do Bradesco e o ganho de 2,94% de Itaú PN. Nas elétricas, Light ON subiu 6,93% e Eletrobrás PNB 3,99%. As preferenciais da Petrobras, que respondem por 13,082% do Ibovespa, fecharam com queda de 0,43%, mas chegaram a declinar 1,9%. As ações ON da estatal caíram também 0,43%. Os papéis acompanharam o recuo nos preços do petróleo no mercado internacional. Em Nova York, o contrato da commodity do tipo WTI para dezembro perdeu US$ 0,52, a US$ 58,81. Na City londrina, o barril para o mesmo vencimento cedeu US$ 0,47, a US$ 59,21.
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