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Poucas vezes a indústria do petróleo conviveu com tantos indicadores em alta. Além do preço do barril ter disparado nos principais mercados, o setor ainda registrou significativo aumento nos custos de extração. Alugar uma sonda para prospecção em áreas de grande profundidade, por exemplo, custa US$ 450 mil por dia, três vezes mais do que no início da década.
A explosão de custos é tão forte que Alexandre Oliveira, sócio-diretor da Accenture para a área de recursos naturais, afirma que para uma empresa de petróleo ter hoje o mesmo lucro de quando a commodity era negociada a US$ 22 é preciso que a cotação supere os US$ 40.
Estima-se que entre 70% e 75% do valor de um barril seja formado por taxas e tributos, principalmente de prospecção. E o restante representa a receita das empresas. O cálculo é feito a partir de uma média de números de países como México, Noruega e Brasil.
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