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Não deve haver tempo para mais alguma privatização de banco estatal no governo Lula. A previsão é do diretor de liquidação e desestatização do Banco Central (BC), que estava ontem presidente no leilão de venda do Banco do Estado do Ceará (BEC), arrematado por R$ 700 milhões pelo Bradesco.
Ainda estão na fila do programa de reestruturação para venda do Banco Central o Banco do Estado do Piauí (BEP) e o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Os outros dois da lista, o BEC e o Banco do Estado do Maranhão (BEM) foram privatizados no governo Lula. O BEM foi vendido em fevereiro de 2004.
O Besc e o BEP nem foram ainda avaliados, processo que leva cerca de um ano incluindo a licitação dos consultores. "Não há tempo hábil principalmente considerando que 2006 é um ano eleitoral", disse Vale.
Ou seja, mesmo que não haja contratempo jurídico, como com o BEC, não haveria tempo para mais privatizações no governo Lula. O BEC foi federalizado em maio de 1999. A primeira tentativa de venda foi feita em 2002. Foram feitas nove até a de ontem, finalmente bem sucedida.
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