O secretário-executivo do Ministério da
Fazenda, Nelson Barbosa, participou, nesta quinta-feira (7), de reuniões
no Congresso Nacional para discutir estratégias para acelerar a análise
da proposta sobre redução de alíquotas do ICMS.
“Viemos discutir qual é a melhor maneira
para o encaminhamento da proposta e colher os principais pontos que o
Congresso Nacional acredita precisarem de mais detalhamento”, disse
Barbosa, que volta ao Senado Federal na próxima terça-feira (12) para
uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Segundo o secretário, a
proposta do Executivo já contempla expectativas tanto do governo
federal quanto do Congresso Nacional. “Nossa proposta foi fruto de
várias reuniões no Confaz, alongamos o prazo de convergência para 4%,
aumentamos o volume de recursos nos fundos em relação à proposta inicial
e aceitamos reduzir as taxas de juros das dívidas”.
Conforme informou o senador Lindbergh Farias
(PT-RJ), que participou de uma das reuniões com o secretário, as
audiências sobre o ICMS devem ter início na próxima semana e a Resolução
será votada já no dia 26 de março. “Queremos votar em plenário na
primeira quinzena de abril, pois isso abre caminho para votar a Medida
Provisória de reforma do ICMS”.
Em entrevista concedida a jornalistas após a
reunião, o secretário também comentou o resultado alcançado pela
produção industrial em janeiro deste ano. Para ele, o
crescimento de 2,5% em relação a dezembro de
2012 na série livre de influências sazonais, com destaque para veículos
automotores (4,7%), refino de petróleo e produção de álcool (5,2%), e
máquinas e equipamentos (5,7%),
demonstra que a economia brasileira está de fato se restabelecendo.
“Iniciamos 2013 com uma atividade mais
forte, o que indica que teremos um crescimento mais rápido da economia
este ano. Esperamos que essa recuperação continue nos próximos meses”,
indicou Barbosa.
Questionado sobre o custo das térmicas para
as distribuidoras, Barbosa disse que os Ministérios da Fazenda e de
Minas e Energia e a Aneel estão fazendo análises para avaliar esse
impacto. “A preocupação é criar um mecanismo para que as empresas
atravessem esse período e, ao mesmo tempo, fazer com que esse eventual
impacto nas térmicas, ao ser transferido para as tarifas, seja feito de
uma forma mais gradual, diluída, sem prejudicar o consumidor”.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Social - GMF
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