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Notícias
24/09/2009
CMN aprova novas regras para investimentos de
fundos de pensão
O
Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quinta-feira novas
diretrizes para entidades fechadas de previdência complementar, adequando
os limites de aplicação dos fundos de previdência ao novo cenário
macroeconômico, com taxas de juros em trajetória declinante e inflação
sob controle.
O
secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, afirmou, em
coletiva a imprensa, que a idéia da nova resolução é propiciar melhor
ambiente de aplicação para que os fundos possam fazer a gestão
financeira de forma a pagar mais benefícios.
“Nós
sabemos que a previdência complementar é um contrato de longo prazo, de
30 a 40 anos, e precisa ter regras prudenciais que possam proteger essa
poupança previdenciária do esforço do trabalhador”, comentou após a
aprovação da medida.
Conforme
o secretário, as novas regras também visam permitir que, num novo cenário
de redução da taxa de juros e de diversificação de aplicações, os
fundos possam ter uma política mais ativa em termos de gerenciamento de
riscos.
Com
a medida aprovada hoje pelo CMN, os fundos podem investir mais na bolsa de
valores (Bovespa), em projetos de infraestrutura, no setor imobiliário e
em outros segmentos que estejam relacionados ao crescimento da economia.
Ricardo Pena alertou que essa uma política de investimento deverá ser
executada a partir de controles e da própria governança dos fundos. “É
fundamental proteger o interesse do participante, porque, no final, o
objetivo principal é pagar o benefício”, enfatizou.
Mudanças
- As
principais mudanças na gestão financeira são o aumento do limite de
aplicação em renda variável, de 50% para 70% do capital, e a
criação de limites
investimento no exterior, via fundos de investimento e no segmento de
investimentos estruturados. “Os investimentos em projetos de
infra-estrutura têm muito a ver com a perspectiva de crescimento econômico
do país” observou Pena.
A
Secretaria de Previdência Complementar é órgão que vai fiscalizar essa
política de investimento dos fundos de pensão. Ricardo Pena não
descarta que os fundos poderão correr mais risco, porém, avalia que isso
não significa colocar em insegurança o plano de previdência. “Você
pode correr mais riscos e ter instrumentos para se proteger daquele risco,
proteger a poupança”.
O
secretário disse ainda o cenário de juros mais baixos estão levando os
fundos a se preparem para adquirir papéis diferentes do que
historicamente investem, mas com toda prudência e todo o controle.
Pena
garante que Secretaria de Previdência Complementar é bastante cautelosa
e tem uma diligência muito perto do que os fundos de pensão estão
fazendo com a gestão financeira dos seus investimentos. “Quanto mais
render essa nova aplicação ao longo dos 30 anos, significa que a
aposentadoria do participante pode se maior. Porém, se o rendimento for
menor, a aposentadoria pode ser menor também”.
Mercado
– O
secretário informou que o sistema de previdência complementar tem mais
de 30 anos no Brasil, representa cerca 17% do PIB e conta com uma carteira
de R$ 450 bilhões (dado de 30 de junho de 2009).
Existem
no país 370 fundos de pensão, que contam com mais de 2,5 milhões de
participantes ativos e 700 mil benefícios para aposentados e
pensionistas. O setor tem mais de 2,5 mil patrocinadores, além de 500
associações e sindicatos que também patrocinam fundos de pensão.
Por
ano, recolhe mais de 25 milhões de contribuições e paga mais de 30 bilhões
de benefícios previdenciários. “É um setor que tem papel social
importante pela sua cobertura previdenciária, mas também tem um papel
econômico, pois investe na atividade produtiva, em papéis das empresas e
aposta no futuro do Brasil na economia brasileira. Então é um setor
realmente importante, que tem crescido e evoluído, inclusive com boas
regras de regulação e supervisão do Estado”, finalizou.
Fonte:
Assessoria de Comunicação Social - GMF
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