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Economia Brasileira em Perspectiva - Boletim bimestral do Ministério da Fazenda

 

  



  

 

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09/04/2009

Brasil passa a ser credor do FMI e pode aplicar até US$ 4,5 bilhões no fundo

O ministro da Fazenda Guido Mantega, anunciou hoje, que o Fundo Monetário Internacional (CMN) convidou o Brasil para participar do Plano de Transação Financeira (PTF), tornando o País integrante do grupo de credores e não devedores do Fundo. Ele revelou 47 países, dos 185 que fazem parte do FMI, poderão ser chamados a contribuir com o fundo para viabilizar crédito para emergentes que estão com problemas  e ajudar ativar a economia mundial.

“Os países convidados a integrar o PTF são analisados pelo Fundo e  demonstram que têm solidez  nas contas externas e suas reservas. Então eu estou aceitando o convite, porque vai ser importante para nós estarmos do lado dos que vão contribuir com o Fundo no caso de financiar outros países”, comentou. A cota brasileira é US$ 4,5 bilhões. “Não quer dizer que nós vamos colocar dinheiro agora. Se o FMI nos solicitar, nós vamos colocar até esse total, mas eles darão em troca direitos especiais de saque”, explicou o ministro.

Conforme Mantega, caso o FMI solicite, por exemplo, US$ 2 bilhões, dará ao Brasil direito especial de saque, que é uma reserva de valor, ou seja, não afeta as reservas brasileiras, que continuarão no mesmo patamar. O ministro disse acreditar que o FMI não chegará a solicitar o limite de US$ 4,5 bilhões da cota brasileira. 

G-20 – Guido Mantega esclareceu que recursos anunciados por ocasião da reunião no G-20 em Londres é um outro aporte que o Brasil poderá fazer quando o FMI tiver um instrumento adequado. “Só podemos fazer um aporte que mantenha nossas reservas no mesmo nível”, destacou.  Ele explicou ainda que o FMI está preparando um título especial, um bond, que vai disponibilizar para os países que querem fazer aporte. “Há países que já manifestaram interesse em fazer, como Estados Unidos, China, União Européia, Canadá e o Brasil.” 

O ministro explicou ainda que o FMI elaborando o título para viabilizar estas operações, o que poderá ocorrer nas próximas duas ou três semanas. “Após esta definição é que o Brasil definirá quanto nós vamos aportar. Então é importante esclarecer que é um mecanismo diferente do que estamos anunciando hoje.” 

Ele afirmou ainda que também neste caso as aplicações serão como investimento num título de reserva, um bônus que corresponde a uma reserva. “Você está trocando um título por outro título”, finalizou. 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - GMF

 

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