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Economia Brasileira em Perspectiva - Boletim bimestral do Ministério da Fazenda

 

  



  

 

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09/11/2008

G20 quer nova regulação do sistema financeiro internacional

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou neste domingo (9/11), após a reunião plenária do G20, em São Paulo, que os países emergentes concluíram que não há necessidade de se criar uma nova instituição para estabelecer políticas a serem adotadas pelo sistema financeiro internacional, mas fortalecer os já existentes – o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Fórum de Estabilidade Financeira (FSF). “A posição do G20 é de que a crise exige uma mudança de postura destes organismos, com a criação de novos mecanismos de regulação financeira e uma maior coordenação".


São Paulo, 09 de novembro de 2008. Coletiva de imprensa dos ministros das Finanças Stephen Timms (Reino Unido) ,Guido Mantega ( Brasil) and Trevor Manuel (Africa do Sul). Foto: Adri Felden/Argosfoto/Divulgação
São Paulo, 09 de novembro de 2008. Coletiva de imprensa dos ministros das Finanças Stephen Timms (Reino Unido) ,Guido Mantega ( Brasil) and Trevor Manuel (Africa do Sul). Foto: Adri Felden/Argosfoto/Divulgação

Presidente do G20, Mantega, disse que o grupo é um forte candidato a coordenar ações contra a crise, devido a importância que os emergentes adquiriram nos últimos dez anos. “O FMI, o Banco Mundial e o FSF podem contribuir no enfrentamento da crise, desde que sejam fortalecidos e possam ter maior participação nas decisões de grupos formados por países ricos, como o G-7 e o G-8”, comentou.

O ministro relacionou na coletiva à imprensa os pontos de consenso entre os integrantes do G20. Segundo ele, todos concordaram que, diferentemente da crise asiática ocorrida nos anos 90, a atual, iniciada nos países avançados, “colocou todas as nações no mesmo barco” e agora há necessidade de uma ação coordenada para enfrentar a turbulência financeira global. Ele reafirmou que o aumento do poder decisório dos emergentes está ancorado no fato de que estes países são responsáveis por 75% do crescimento da economia mundial. “Por isso, o G20 deve ter um papel mais destacado e ser transformado numa instituição mais relevante”.

Outros pontos de consenso foram de que os países devem adotar políticas anti cíclicas fiscais e monetárias para combater a crise financeira e que os países avançados devem ajudar os emergentes que perderam liquidez devido à saída de fluxo de capitais.

No que se refere às políticas monetárias, os bancos centrais manifestaram preocupação com a inflação e defenderam que as medidas de combate a crise não devem ameaçar o equilíbrio monetário dos emergentes. Conforme o ministro Guido Mantega, de outro lado, o G20 discutiu os perigos da deflação provocada com as fugas de capitais. “Embora seja um movimento passageiro, houve desvalorização das moedas e a tendência e de deflação, acompanhada da diminuição dos níveis de atividade".

Mantega não detalhou as propostas que serão levadas à cúpula do G20, com a presença de Chefes de Estado, que ocorrerá no próximo dia 15 em Washington. Ele explicou que a reunião de ontem e hoje foi de caráter político e ao longo da semana uma equipe técnica irá preparar uma agenda de ações. “As propostas agora serão discutidas em nível técnico e as equipes vão trabalhar na elaboração de um cronograma de execução destes procedimentos.

O ministro informou ainda que os ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais reunidos Hilton Hotel discutiram como fortalecer o G20 transformando-o numa instância de Chefes de Governos, liderados por presidentes. Os participantes defenderam ainda que o G20 deve fazer reuniões regulares e não mais se limitar à encontros antes das reuniões de abril e outubro do FMI e do Banco Mundial, além de promover mais reuniões extraordinárias.

Os emergentes decidiram também criar uma sala de situação virtual para acompanhar os acontecimentos econômicos e influir nas decisões. A sala será coordenada por um grupo especial do G20 a ser formando para esta finalidade. No âmbito da regulação financeira, os emergentes vão sugerir na cúpula de Washington o aumento da fiscalização das ações das instituições de hedge funds e dos mercados derivativos.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - GMF


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