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Notas
Oficiais
01/09/2005
Exposição
do Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no Fórum Especial "Reforma
das Instituições do Estado Brasileiro", promovido pelo Instituto
Nacional de Altos Estudos/Fórum Nacional
Tema da exposição:
"Prioridades Econômicas e Novo Regime Fiscal"
Brasília, 1 de setembro de
2005
1. Como já tive ocasião
de afirmar em sessões anteriores do Fórum Nacional, é motivo de
especial satisfação para mim a oportunidade de participar dos
importantes debates promovidos pelo Ministro João Paulo dos Reis Velloso.
2. Pela seriedade de seu
trabalho, pela profundidade das discussões que propicia, pela diversidade
e representatividade das pessoas convidadas para expor idéias e
opiniões, o Fórum Nacional tornou-se uma marca forte na vida pública do
Brasil.
3. Por tudo isso, mais uma
vez felicito o Ministro Reis Velloso, pela liderança que exerce como
proponente de debates fundamentais, pelo espírito público com que se
dedica há tantos anos à causa maior do desenvolvimento do Brasil, nos
campos político, econômico e social.
4. É um prazer e uma
honra, para mim, esta ocasião para debater, com brasileiros tão
experientes e influentes, os vários aspectos de questões vitais para o
progresso de nossa democracia, de nossa economia, do conjunto de nossa
sociedade.
5. É extremamente oportuna
a iniciativa de realizar, aqui em Brasília, no atual momento de
turbulência na esfera política, este Fórum Especial, dedicado ao tema
da Reforma das instituições do Estado Brasileiro, mas movido pela
idéia, que consta da carta-convite que recebemos, de que o País não
pode ficar paralisado pela crise política.
6. Também por isso aceitei
de imediato o convite do Ministro Reis Velloso, pois é essa a profunda
convicção que tem movido o conjunto do governo, e a mim, pessoalmente,
ao longo das últimas semanas. As crises vêm e passam. O Brasil segue em
frente. A realidade não permite, e a sociedade brasileira não aceita,
que a nossa história seja um eterno recuperar de tempos perdidos.
Senhoras e Senhores,
7. São muito importantes
iniciativas como esta que contribuem para aprofundar, amadurecer e
disseminar o conhecimento sobre o papel das instituições de Estado no
processo de desenvolvimento econômico e social e, a partir das reflexões
suscitadas, delinear as diretrizes para as reformas consideradas
necessárias.
8. De fato, a solidez,
confiabilidade e organicidade das instituições do Estado são
condições essenciais para a criação de um ambiente propício ao
desenvolvimento sustentável de longo prazo.
9. Todos sabemos que o
progresso do Brasil rumo à consolidação da estabilidade macroeconômica
deve-se, em boa medida, ao reforço e aperfeiçoamento das instituições
de Estado. Significa dizer que, a despeito da necessidade de reformas e
mudanças, as instituições brasileiras têm-se fortalecido muito nos
últimos anos, aparelhando o Estado para enfrentar eventuais adversidades
no cenário interno ou internacional.
10. No que se refere ao
Poder Executivo, o governo tem procurado sinalizar e implementar, por meio
de suas instituições, diretrizes claras e objetivas para a política
econômica, com o intuito de promover o desenvolvimento sustentado, com
redução das desigualdades sociais. As reformas da Previdência, do
Judiciário, e a primeira etapa da reforma tributária aprovada pelo
Congresso Nacional foram impulsionadoras deste momento de estabilidade.
Mas não vou sair do meu foco, dadas as autoridades presentes.
11. Na área econômica,
nossos esforços têm sido direcionados para garantir a estabilidade, com
taxas de inflação baixas e declinantes, bem como reduzir a
vulnerabilidade externa da economia brasileira, manter as contas públicas
ajustadas e reduzir o endividamento como proporção do PIB, criando,
desta forma, condições para o crescimento continuado do emprego e do
produto.
12. Essas são as
pré-condições para assegurar o desenvolvimento sustentável e criar um
ambiente adequado para a atividade econômica. E já avançamos muito em
todos esses aspectos.
13. No setor externo, a
afirmação do regime de livre flutuação cambial foi importante
sinalização para o setor produtivo, que aprofundou os investimentos em
ampliação da capacidade exportável em vários setores da economia. Os
resultados são conhecidos de todos: enquanto em 2002 exportávamos 60
bilhões de dólares, nos últimos 12 meses já alcançamos a marca de 110
bilhões de dólares. Como conseqüência, o superávit comercial do
País, que era de 13 bilhões de dólares em 2002, passou para 40 bilhões
de dólares no acumulado em doze meses em agosto.
14. O aumento da corrente
de comércio, associado à gradual recomposição de nossas reservas
internacionais, também tem sido fundamental para a melhora dos
indicadores de solidez da economia brasileira, reduzindo a volatilidade do
câmbio frente a turbulências no cenário externo ou no cenário
doméstico. O serviço da dívida externa, que correspondia a 83% do valor
das exportações em 2002, caiu para 50% no primeiro trimestre de 2005, e
a dívida externa líquida, que era quase três vezes o valor das
exportações, reduziu-se para um montante apenas 30% superior ao das
exportações. São os melhores números dos últimos 20 anos.
15. Para manter a
estabilidade de preços, reafirmamos o regime de metas de inflação. Como
sinalizam as projeções mais recentes do mercado, a atuação firme da
política monetária tem contribuído para fazer convergir o IPCA
acumulado em 12 meses para a meta ajustada de 5,1% neste ano, após
atingir mais de 17% no início de 2003..
16. Em consonância com a
política monetária, a política fiscal – que é o foco de minha
apresentação – também tem desempenhado um papel central na
estabilização da economia. Nesse contexto, cabe ressaltar o
amadurecimento e o constante aperfeiçoamento das instituições de
planejamento, orçamento e controle do gasto público, que têm
contribuído significativamente para a mudança do regime fiscal do País,
cujo princípio básico é a transparência, controle e efetividade dos
gastos públicos.
17. Um dos principais
pilares do novo regime fiscal é o sistema de metas fiscais, que objetiva
promover o equilíbrio estrutural das contas públicas e, desse modo,
sinalizar e assegurar a solvência ao longo do tempo da dívida pública,
contribuir para a redução do risco-país e criar o ambiente propício
para os investimentos.
18. No inicio de 2003, os
compromissos de poupança do governo foram elevados e as metas foram
inclusive superadas. A fixação de novas metas pretendia assegurar, de
forma inequívoca, a redução do endividamento público no médio e longo
prazos. Os resultados desta política já estão aparecendo: após um
longo período de elevação, a relação dívida pública/PIB reduziu-se
de mais de 60%, no auge da turbulência de 2002, para pouco mais de 50%. O
déficit nominal, por sua vez, também declinou de forma acelerada,
passando de cerca de 10% do PIB em 2002 para menos de 3% nos últimos 12
meses.
19. A solvência
intertemporal do setor público representa, sem dúvida, o objetivo
fundamental da política fiscal. Mas o impacto dos instrumentos de
política fiscal é muito mais abrangente, e sua gestão é central para a
geração de estímulos adequados ao bom funcionamento da economia e à
elevação da taxa de crescimento potencial do seu Produto. Indo além do
controle do endividamento, a gestão da política fiscal deve ainda ter
como objetivos a melhoria da composição e do perfil da dívida pública,
a gestão adequada do montante e da composição dos tributos, bem como a
melhoria da qualidade das despesas públicas. Neste sentido, muitos
avanços foram obtidos no atual período de governo, mas temos clareza dos
desafios que se apresentam para que possamos avançar ainda mais.
20. Desde dezembro de 2002,
a parcela da dívida pública atrelada ao câmbio tem-se reduzido
continuadamente, passando de 33,5% para pouco mais de 4% em julho de 2005.
No mesmo período, a dívida pré-fixada elevou sua participação de 2%
para 21,5%. Esta é mais uma demonstração da crescente confiança dos
agentes nos fundamentos macroeconômicos do País. A redução da
exposição cambial, por sua vez, vem sendo fundamental para reduzir nossa
vulnerabilidade externa: se, em 2003, para cada 1% de desvalorização
cambial a relação dívida pública/PIB aumentava em cerca de 0,3%, hoje
esse impacto é de apenas 0,07%. Ou seja, a sensibilidade da dívida ao
câmbio é hoje quase cinco vezes menor. O atual governo vem sendo bem
sucedido em reduzir a exposição da dívida ao câmbio, mas ainda há um
grande trabalho a realizar, especialmente no que diz respeito à extensão
do prazo médio da dívida e à redução da parcela indexada à SELIC.
21. Outro objetivo da atual
política fiscal é a estabilização e a progressiva redução da carga
tributária. Nos últimos 15 anos a carga tributária aumentou de forma
expressiva por uma série de motivos: baixo crescimento, ampliação de
despesas e compromissos crescentes com a dívida pública. . Esta é, no
entanto, uma trajetória insustentável no longo prazo. A expectativa de
aumento constante da carga tributária gera incertezas no empresariado,
inibindo investimentos e comprometendo o próprio processo de crescimento.
22. O governo tem
trabalhado para interromper o processo de elevação da carga tributária
administrada pela Receita Federal (não inclui contribuições à
Previdência) e vem promovendo medidas de desoneração, com o objetivo de
estimular o crescimento e melhorar a distribuição de renda do País. Na
última Lei de Diretrizes Orçamentárias, por exemplo, inovou ao
introduzir um teto para a arrecadação federal, teto que, por sua vez,
somente se viabiliza com a contenção das despesas, também prevista na
LDO.
23. Mas a preocupação
não é somente com o tamanho da carga tributária, mas também com a
qualidade e a composição dos tributos. Neste sentido, o governo tem
procurado aproveitar o espaço aberto para a desoneração fiscal,
adotando medidas que tenham o maior impacto possível sobre o potencial de
crescimento da economia e sobre a distribuição de renda.
24. Entre estas medidas,
especial atenção tem sido dedicada às que reduzem o custo dos bens de
capital, estimulando o investimento. O IPI sobre máquinas e equipamentos
foi reduzido de 5% para zero. Também foi reduzido o prazo de
compensação de créditos do PIS/COFINS sobre bens de capital, de 10 anos
para 2 anos e adotado regime de suspensão da cobrança do PIS/COFINS
sobre bens de capital adquiridos por empresas predominantemente
exportadoras. No mesmo sentido, foi introduzido regime temporário de
depreciação acelerada para máquinas e equipamentos.
25. Para estimular a
poupança de longo prazo, e portanto o financiamento adequado dos
investimentos, foi estabelecida a tributação declinante ao longo do
tempo para as aplicações da previdência complementar e outras
aplicações financeiras. Criou-se, ainda, a conta investimento que
aprofunda a concorrência na captação de clientes entre instituições
financeiras, ao viabilizar a migração de aplicações entre contas de
mesma titularidade em diferentes bancos sem a cobrança da CPMF.
26. Foi adotada, também,
uma série de medidas para aumento da eficiência econômica, voltadas ao
melhor funcionamento, entre outros, do mercado de crédito e do mercado
imobiliário. O fim da cumulatividade do PIS e da Cofins, em particular,
teve efeito importante sobre a eficiência da economia, ao corrigir uma
distorção tributária que induzia à verticalização – muitas vezes
ineficiente – das empresas.
27. Para o setor da
construção civil, o governo avançou no aperfeiçoamento do Patrimônio
de Afetação, ao simplificar a sistemática de tributação, dando mais
garantia aos mutuários e financiadores.
28. Indo além das
políticas sociais propriamente ditas, o objetivo de melhorar a
distribuição de renda – que é compromisso fundamental do Presidente
Lula – permeia inclusive a atuação da política tributária. Nesta
direção, estabeleceu-se a desoneração completa de PIS e COFINS para
uma série de produtos da cesta básica, como arroz, feijão, ovos,
farinha de mandioca e milho, e hortifrutigranjeiros. A redução do custo
de produtos essenciais beneficia de forma absolutamente clara a parcela
menos favorecida da população, que utiliza uma grande parte da sua renda
na aquisição desses produtos.
29. Assim como a redução
e a melhora do perfil do endividamento público, o processo de redução
da carga tributária e melhoria da qualidade dos tributos ainda está em
curso e deve ser aprofundado na medida em que houver espaço fiscal. A
esses objetivos soma-se a preocupação em aprimorar a qualidade do gasto
público. E este é o terceiro pilar do novo regime fiscal.
30. A composição e a
qualidade do gasto público são determinantes para o processo de
crescimento. Além disso, o gasto social é importante para promover a
elevação da taxa de crescimento da produtividade do trabalho e, por
conseqüência, do crescimento potencial da economia.
31. O governo atual conteve
a tendência de expansão das despesas públicas e estabilizou os gastos
correntes no patamar de 17% do PIB. Contudo, o desafio de criar
condições para um controle seguro da expansão das despesas públicas, e
em particular das despesas correntes, ainda está colocado, como ressaltou
o Presidente Renan Calheiros. Pois é apenas através da contenção das
despesas correntes como proporção do PIB que se criarão as condições
para a aceleração da desoneração tributária, a ampliação dos
investimentos públicos e, quando necessário, a ampliação da poupança
governamental. Neste particular, merece especial atenção o crescimento
das despesas previdenciárias, que passaram de 5% do PIB em 1995 para
pouco mais de 7% do PIB em 2004. É com vistas ao enfrentamento deste
problema que o governo já começou a tomar uma série de medidas de
aumento na eficiência da gestão do sistema previdenciário, cujos
resultados deverão se tornar mais claros nos próximos anos.
32. Enfrentar o déficit da
Previdência após as duas reformas feitas nos últimos anos continua
sendo ação essencial para o equilíbrio das contas públicas e a
garantia de longo prazo do à aposentadoria dos trabalhadores.
Senhoras e Senhores,
33. Nesta altura de meus
comentários, quero ressaltar uma questão importante e muito polêmica.
Diferente do que normalmente se argumenta, o equilíbrio fiscal amplia no
tempo as iniciativas sociais. O descontrole fiscal é que põe em risco os
programas sociais. Por isso, as limitações impostas pelo ajuste fiscal
em curso e pela austeridade com que o governo vem conduzindo o manejo da
política fiscal não tem impedido o avanço no tamanho, na qualidade e na
composição das despesas sociais. De 2003 até 2005, o Programa de
Agricultura Familiar – PRONAF – voltado para os pequenos agricultores,
teve seus recursos expandidos em 154%. Os recursos destinados ao programa
Bolsa-Família, que congregou quatro programas de assistência social e
familiar, foram elevados em 170%, devendo alcançar 8 milhões e 700 mil
famílias em 2005.
34. Da mesma forma, no
atual governo, o crescimento dos benefícios vinculados ao salário
mínimo, como abono e seguro desemprego, a Lei Orgânica da Assistência
Social e a Renda Mensal Vitalícia, bem como os benefícios
previdenciários, foi da ordem de quase 70%. Na saúde, o crescimento do
volume de recursos disponíveis foi de quase 50%. Na área da segurança,
o governo elevou os recursos destinados à Polícia Federal em cerca de
70%.
35. Não se pode deixar de
mencionar o aumento de 47% das transferências para estados e municípios.
Ou seja, todos os programas citados sofreram importante crescimento real e
fazem ressaltar a prioridade do governo de reforçar as despesas na área
social.
36. Apesar do trabalho que
já vem sendo feito, e talvez mais que nas demais áreas da política
fiscal, o desafio da melhoria da qualidade dos gastos públicos ainda é
grande e exigirá muito trabalho deste e dos próximos governos. O sucesso
na superação deste desafio é essencial para consolidar, de forma
definitiva, as condições para o crescimento sustentado e acelerado da
economia brasileira.
37. Os resultados do
esforço que vem sendo empreendido sobre o crescimento econômico são
robustos. Após o ajuste de 2003, a economia brasileira cresceu quase 5%
em 2004, e segue em expansão, como mostra o crescimento de 1,4% do PIB no
segundo semestre deste ano. É um resultado robusto que confirma que
estamos diante de um dos ciclos de crescimento mais longos desde os anos
noventa.
38. A propósito, é
importante ressaltar a trajetória dos investimentos, que registraram
aumento de 8,6% nos últimos quatro trimestres em comparação com o
período anterior. Esse desempenho nos assegura que o crescimento atual
está ocorrendo em um contexto de reforço da solidez macroeconômica,
gerando condições, portanto, para que o produto cresça de forma
sustentada nos próximos anos.
39. Devo destacar, ainda,
que o crescimento recente vem sendo acompanhado de uma queda constante e
significativa do desemprego. Em julho último, registramos uma taxa de
desemprego nas 6 regiões metropolitanas do País de 9,4%, quase 2 pontos
percentuais inferior ao índice de um ano atrás. Mas tão importante
quanto a queda no desemprego é a qualidade das vagas que estão sendo
abertas. Desde o ano de 2003, até o último mês de julho, já foram
criados três milhões de empregos com carteira assinada, indicando
avanços relevantes no processo de formalização do emprego.
40. Se prosseguirmos no
processo de ajuste da nossa economia, certamente criaremos as condições
para um ciclo de desenvolvimento duradouro, que beneficiará a todos os
brasileiros, e especialmente os mais pobres. A agenda do desenvolvimento
não se resume à melhoria da gestão das finanças públicas, mas
certamente este é um tema central de qualquer análise lúcida sobre as
perspectivas da economia brasileira.
41. Neste contexto, o tema
deste Fórum Especial – a reforma das instituições do Estado
brasileiro – não poderia ser mais pertinente. Talvez um dos grandes
benefícios consolidação da estabilidade nestes últimos dois anos e
meio é que pudemos dedicar maior tempo à análise e discussão da agenda
do desenvolvimento. Estou seguro de que hoje temos mais clareza sobre
quais são as políticas e os ajustes necessários para consolidar,
definitivamente, a trajetória de crescimento de nosso País. São
avanços permanentes que irão orientar os debates.
42. E é essencial,
como afirmei no início de meus comentários, e como consta do convite que
nos fez o Ministro Reis Velloso, que o País não se deixe paralisar pela
crise política que ora atravessamos. É imperativo que o debate sobre
esta e outras questões nacionais prossiga e se aprofunde. A própria
solução da crise política atual só será justa e equilibrada se for
assentada nos instrumentos institucionais de que dispomos, nos três
Poderes, que certamente sairão mais fortalecidos ao mostrarem-se capazes
de enfrentar desafios dessa magnitude, avançando a democracia brasileira
pelo fortalecimento de nossas instituições.
43. No campo econômico,
com o trabalho realizado nos últimos anos, reduziram-se as incertezas e
os indicadores econômicos reforçam a percepção de um novo ciclo de
desenvolvimento sustentável. Mas, nossa agenda de trabalho não se
esgotou. Ao contrário, as tarefas à frente ainda são amplas e muito
importantes. E esse é o sentido de minha presença aqui na manhã de
hoje: compartilhar informações, participar do debate, mas também,
sobretudo, colher idéias e reflexões que nos ajudem a continuar
trabalhando pela causa maior que nos une a todos – o desenvolvimento
democrático do do Brasil, o crescimento de nossa riqueza e uma
trajetória definitiva de redução de nossas desigualdades sociais.
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