Notas Oficiais

23/09/2004

Brasília, 8 de setembro de 2004

Senhor Diretor-Gerente:

1.         Nossas políticas macroeconômicas têm lançado as bases para o crescimento equilibrado e para a redução das vulnerabilidades externas. O crescimento encontra-se em franca consolidação, com significativo aumento do nível de emprego e recuperação da demanda interna. Graças à política monetária prudente, a trajetória da inflação é compatível com a faixa da meta estabelecida para o final do ano, apesar dos choques externos sofridos este ano. O desempenho das exportações permanece robusto. O desempenho fiscal continua sólido e a nova Lei de Diretrizes Orçamentárias mantém a meta de superávit primário em 4,25% do PIB para o período de 2005 a 2007, reafirmando o comprometimento do governo em reduzir a dívida pública. Essas políticas, combinadas com medidas ativas para melhorar a estrutura da dívida, também reduziram substancialmente a vulnerabilidade do Brasil aos choques externos e o país resistiu bem à recente volatilidade do mercado financeiro.

2.         Estamos progredindo rapidamente nas reformas estruturais destinadas a dinamizar a intermediação financeira e melhorar o ambiente de investimento. A nova Lei de Falências foi aprovada pelo Senado e a lei com medidas de estímulo ao setor imobiliário e à construção civil foi aprovada e promulgada. Implantamos o cadastro positivo—sistema centralizado de informações de crédito—, que permitirá maior competição entre os bancos. Prevemos que essas três medidas terão efeitos favoráveis sobre os empréstimos e o custo do crédito. Ademais, propostas de importantes reformas no funcionamento do Poder Judiciário estão sendo apreciadas no Senado e a Câmara dos Deputados aprovou legislação com incentivos à pesquisa e à inovação. O projeto de lei que institui as Parcerias Público-Privadas (PPPs) está em análise em uma comissão do Senado. Prevemos que essas leis serão aprovadas nos próximos meses.

3.         Continuamos mantendo o compromisso com a disciplina fiscal e monetária, ao mesmo tempo que avançamos nas reformas estruturais. Em um ambiente de estabilidade macroeconômica, novas reformas estruturais aumentarão a produtividade e contribuirão para sustentar o crescimento no médio prazo. Em conjunto com o corpo técnico do FMI, estamos avaliando o espaço para aumentar o investimento público de maneira compatível com as medidas para alcançar a sustentabilidade fiscal. Aproveitando o forte crescimento recente das receitas, adotamos um conjunto de medidas tributárias que irá estimular a poupança e o investimento a longo prazo.

4.         Todos os critérios de desempenho e parâmetros de referência estruturais para a 8ª Revisão do Acordo Stand-By foram cumpridos. Assim sendo, propomos que seja concluída a 8ª Revisão. Enfatizamos que continuaremos a considerar o programa como sendo de natureza precautória. Como sempre, manteremos estreito diálogo sobre políticas com o FMI e estamos dispostos a adotar outras medidas que venham a ser convenientes para garantir o cumprimento dos objetivos do programa.

Atenciosamente,

Antônio Palloci Filho 
Ministro da Fazenda 

Henrique Meireles 
Presidente do Banco Central do Brasil


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