Notas Oficiais

Brasília, 03 de junho de 2004

Prezada Senhora Krueger,

 

1.         A recuperação econômica está em curso. Acreditamos que as políticas adotadas contribuirão para atingirmos um crescimento de 3,5% este ano. Dada a bem sucedida condução da política monetária, a inflação está em um dígito, compatível com a meta de 5,5% para este ano. As vendas no varejo estão crescendo e os indicadores de confiança dos consumidores e dos empresários refletem otimismo. Puxada pelo forte desempenho das exportações, a conta corrente do balanço de pagamentos deverá fechar o ano em superávit. As taxas de juros reais de médio prazo caíram para os níveis mais baixos em 10 anos, na esteira de resultados fiscais robustos e do avanço da política econômica em outras áreas. A Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada ao Congresso, em abril, mantém a meta de superávit primário em 4,25% do PIB para o período de 2005 a 2007 e reforça o compromisso do governo em reduzir a dívida pública.

2.         Nossa agenda de reformas deste ano é mais ampla do que a de 2003 e está avançando em várias áreas, fortalecendo as perspectivas de crescimento a médio prazo. O Congresso aprovou a reforma do setor elétrico, que permitirá ao setor operar em um ambiente mais próximo ao de mercado, e a está regulamentando. A lei que regula as parcerias público-privadas foi aprovada na Câmara e está sendo apreciada pelo Senado. O Senado está também apreciando uma versão aprimorada de lei de recuperação das empresas, que deverá reduzir o custo do crédito. As medidas de estímulo ao setor imobiliário e da construção civil, que lançam as bases para um mercado de crédito imobiliário eficiente, contribuirão para a redução do déficit habitacional e para a ampliação do emprego. O governo enviou ao Congresso legislação apoiando a pesquisa e inovação no setor privado, que consideramos o núcleo de uma estratégia moderna para aumentar o crescimento industrial brasileiro.

3.         Todos os critérios de desempenho para a Sétima Revisão do Acordo Stand-By foram cumpridos, e os dois parâmetros estruturais concluídos. Em particular, foi aprovada a medida que permite aos servidores públicos e aos aposentados comprometerem uma fração de sua renda futura para o pagamento de empréstimos. Em 1º de abril, foi publicada a Medida Provisória criando contas de investimento isentas de CPMF. Acreditamos que essa medida terá um papel importante para aumentar a poupança no Brasil e estimular a concorrência no setor bancário. No curto prazo, as mudanças introduzidas pelo Senado para fortalecer a lei de recuperação das empresas terão que ser aprovadas pela Câmara dos Deputados. Assim, o treinamento de juízes na nova lei - um parâmetro estrutural para o final de junho – deverá ser adiado. Portanto, propomos que a data limite para o cumprimento desse parâmetro seja postergada para o final de dezembro de 2004.

4.         À luz das considerações expostas acima, propomos a conclusão da Sétima Revisão. Enfatizamos que continuaremos a tratar o programa como precaucionário. Como sempre, continuaremos a manter estreito diálogo com o Fundo e estamos dispostos a adotar medidas adicionais, conforme necessário, para atingir os objetivos do programa.

Atenciosamente,

Antônio Palocci Filho
Ministro da Fazenda

Henrique de Campos Meireles
Presidente do Banco Central do Brasil

 

 

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