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Notícias
19/12/2002
Tradução de texto divulgado
pelo FMI em Washington
FMI conclui a
Primeira Revisão do Acordo Stand-By com o Brasil
A Diretoria Executiva do
Fundo Monetário Internacional (FMI)
concluiu hoje a primeira revisão do desempenho do Brasil no âmbito do
Acordo Stand-By de 22,8 bilhões de DES (cerca de US$ 30,7 bilhões)
aprovado em 6 de setembro de 2002. A conclusão da revisão permite ao
Brasil sacar o equivalente a até 2,28 bilhões de DES (cerca de US$ 3,1
bilhões), dos quais 1,14 bilhão de DES (cerca de US$ 1,5 bilhões)
seriam nos termos do Instrumento de Reservas Suplementares (IRS). O saldo
de 18,26 bilhões de DES (cerca de US$ 24,6 bilhões) do programa estará
disponível em parcelas ao longo de 2003, após a conclusão das
revisões.
Após a reunião da
Diretoria Executiva sobre o Brasil, Horst Köhler, Diretor Gerente e
Presidente, fez a seguinte declaração:
"O desempenho do
Brasil no contexto do seu Acordo Stand-by com o Fundo foi, até o momento,
exemplar e todos os critérios de desempenho e parâmetros estruturais
foram alcançados. Com vistas a construir sobre esse sólido resultado e
sobre o compromisso do Governo eleito de manter a solidez das políticas
fiscais e monetárias dos anos recentes, o Fundo espera manter uma
cooperação próxima e produtiva com as autoridades brasileiras na
implementação de sua agenda de política no período à frente.
Apesar de uma recente
melhora de percepção, as condições de mercado permanecem, contudo,
difíceis. A escolha de uma nova equipe econômica dá confirmações
benvindas sobre o curso das políticas no ano que vem. As novas
autoridades precisarão restaurar a confiança, o que, por sua vez, vai
cimentar as bases para a retomada do crescimento, em linha com o
considerável potencial brasileiro.
O setor público precisará
produzir superavits fiscais suficientes para o declínio da razão
dívida/PIB no médio prazo. À medida que os planos das autoridades para
as reformas fiscais estruturais pendentes, inclusive as reformas
tributária e da previdência social, mostrem progresso em tempo hábil,
será mais fácil alcançar os superavits requeridos e uma reorientação
dos gastos em conformidade com as prioridades do novo Governo de lutar
contra a pobreza e a desigualdade social, o que o Fundo apóia com vigor.
O Banco
Central respondeu de maneira proativa ao recente aumento da inflação
e às expectativas inflacionárias, elevando as taxas de juros em outubro,
novembro e ontem. Espera-se que a retomada da confiança conduza a um
declínio da inflação nos próximos meses. Nesse contexto, um pronto
progresso nas discussões em curso no Brasil para assegurar a autonomia
operacional do Banco Central conferirá apoio importante ao fortalecimento
da credibilidade da política monetária", disse o senhor Köhler.
Para ler o texto em inglês: http://www.imf.org/external
Carta
de Intenção enviada ao FMI pelo Ministro da Fazenda e pelo Presidente
do Banco Central do Brasil
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