Desempenho monetário
Cabe salientar, com relação ao desempenho monetário, que,
desde dezembro de 1994, conforme determinou a Medida Provisória do
Real em sua última edição daquele ano, deixou de haver meta monetária
fixada em lei que vinha até então vigorando. O critério de fixação
de metas foi substituído pelo processo de submissão ao Senado
Federal de uma programação monetária a ser previamente definida
para cada trimestre, que vem sendo cumprida rigorosamente desde a
implantação do plano de estabilização.
Base Monetária e Base Ampliada
(média dos saldos diários nos dias úteis do mês)
A programação monetária e o comportamento efetivo dos
agregados, em 1995, foram os seguintes:
Programação Prevista (1995)
Comportamento Observado (1995)
Obs.: Os valores da base monetária, base ampliada e M1
referem-se á média dos saldos diários no último mês do período,
emquanto os de M4 dizem respeito ao saldo ajustado do fim do mês
O aumento da base monetária observada nos últimos meses de 1995
- fruto, em boa parte, do acúmulo de reservas internacionais - não
teve impacto inflacionário, em decorrência do incremento sazonal
da demanda por moeda tradicionalmente verificado no final do ano. A
base monetária acumulou expansão de 20,2% em 1995.
O Conselho Monetário Nacional já aprovou a programação para
1996:
Programação Prevista (1996)
Em janeiro e fevereiro, a base monetária decresceu 1,1% e 9,9%,
atingindo R$ 20,510 bilhões e R$ 18,478 bilhões, respectivamente.
Em março e abril, a base monetária diminuiu novamente, desta vez
em 2,4% e 3,2%, totalizando R$ 18,028 bilhões e R$ 17,447 bilhões,
respectivamente. As operações com títulos federais foram em todos
aqueles quatro meses o principal fator contracionista.
Haveres Financeiros
Obs.: Os dados relativos a M1 referem-se á média dos saldos
diários, enquanto os de M2, M3e M4 dizem respeito aos saldos no
final do mês.
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