Balanço dos 24
meses do Real
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Introdução
O Plano Real, lançado no dia primeiro de
julho de 1994, entrou, em primeiro de junho, no seu vigésimo quarto mês de
existência, dezoito dos quais durante o Governo do Presidente Fernando
Henrique Cardoso. Trata-se do plano de estabilização mais exitoso já
implementado no Brasil. As tentativas anteriores tiveram poucos meses de
duração, sequer conseguindo chegar ao primeiro aniversário. Há cerca de
35 anos não se registravam taxas tão reduzidas de inflação como as
verificadas atualmente no País.
Inflação(%)
A continuidade da trajetória declinante da
taxa de inflação, ainda que de forma gradual, constitui um dos objetivos
fundamentais do Governo Fernando Henrique Cardoso. Não é o único, porque
não se esgota em si mesmo; apresenta-se como uma condição necessária,
embora não suficiente, para que os outros objetivos da atual Administração
possam ser alcançados. Vale lembrá-los.
Um segundo objetivo é a preservação de um
crescimento sustentado ao longo do tempo do produto, do investimento, do
emprego e da produtividade média da economia. O Governo, por si só, não
gera este crescimento mas pode e deve contribuir para a criação das condições
que permitam sua ocorrência. O Governo não está interessado em uma bolha
de crescimento que não se sustente. Deseja é assegurar um crescimento
continuado no decorrer dos anos. Isto definitivamente não ocorreu no período
1981-1992, marcado por nada menos que sete anos de queda do produto
"per capita" e por uma inflação que passou de menos de 100% para
mais de 1.000% ao ano. No triênio 1993-1995, o crescimento médio foi
superior a 4,7% ao ano com uma inflação pós-Real que o País não
experimentava há décadas.
Um terceiro objetivo - que é, aliás, o mais
relevante entre todos os demais da atual Administração - consiste em
lograr alcançar, de forma eficaz, madura e responsável, aquilo que
efetivamente importa: a redução significativa e continuada de nossas
enormes mazelas, injustiças e desequilíbrios sociais. Para tanto, contudo,
são condições necessárias, ainda que não suficientes, a consolidação
dos ganhos obtidos até o momento no que diz respeito à inflação, bem
como o empenho na criação dos meios que possibilitem taxas mais altas de
crescimento em bases sustentadas.
Este é, na verdade, o grande desafio: fazer
do Brasil um país mais justo do ponto de vista social. Isto não é uma
responsabilidade apenas do Governo Federal nem apenas da atual Administração.
Enfrentar este desafio é uma responsabilidade do Executivo, do Legislativo,
do Judiciário, dos Governos Estaduais e Municipais, dos partidos políticos
e da sociedade brasileira, e das próximas Administrações.
O atual Governo, contudo, está convicto de
que caminhar decisivamente e de maneira eficaz nesta direção requer a
modernização do Estado, a reforma da Administração Pública, a consolidação
fiscal e o uso mais eficiente de recursos públicos na área social.
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