Desempenho dos
índices de preços
A taxa média mensal de inflação brasileira
- medida pelos quatro índices de preços mais utilizados -, nos últimos
seis meses, oscilou entre um mínimo de 0,3% e um máximo de 1,7% ao mês.
Para o ano de 1995 como um todo, a média mensal foi de 1,5%. Para o
primeiro quadrimestre deste ano de 1996, deverá ficar ligeiramente abaixo
de 1% ao mês, tendo sido de 0,9% nos primeiros três meses do corrente ano.
Índices de Preços
(%)

Levando-se em conta as séries históricas
para o IGP-DI, a inflação acumulada de 1995 (14,78%) foi a mais baixa
desde 1957. O IPC-Fipe não exibia inflação tão baixa quanto os 21,70%
verificados no ano passado, desde 1973. Vale ressaltar que o IPC-Fipe de
fevereiro de 1996 (0,40%) foi o mais baixo já registrado desde dezembro de
1972. O INPC, calculado desde 1979, nunca registrou uma inflação acumulada
anual tão reduzida quanto os 21,98% de 1995. O mesmo se pode dizer em relação
aos 15,25% do IGP-M, índice introduzido em 1989.
Inflação Acumulada e
Média Anualizada (%)
A inflação de 1995 foi, assim, a mais baixa
desde o final dos anos 50, de acordo com o IGP-DI - que atribui maior peso
aos preços no atacado -, ou desde o início dos anos 70, conforme o índice
de preços ao consumidor calculado pelo IPC-Fipe.
No primeiro trimestre de 1996, a inflação média
acumulada foi de 2,71%. O IGP-DI (2,79%) e o IPC-Fipe (2,46%) registraram
suas taxas mais baixas para o período desde 1955 e 1949, respectivamente. O
IGP-M (3,31%) e o INPC (2,71%) - de criação mais recente - nunca acusaram
taxas tão reduzidas de inflação acumulada nos primeiros três meses do
ano.
Em março do corrente ano, o IGP-DI (0,22%) e
o IPC-Fipe (0,23%) foram os mais baixos desde maio de 1960 (0,15%) e
dezembro de 1958 (0,00%).
A questão relevante que se coloca para o
Governo e para os mercados - que operam sempre olhando para frente - diz
respeito à tendência futura da inflação.
A inflação apresentou uma nítida tendência
de queda nos três últimos semestres, que deverá manter-se doravante. No
segundo semestre de 1994, a inflação acumulada, considerando-se os quatro
índices mais conhecidos, foi de 17,90%, com uma média mensal de 2,78%. Nos
primeiros seis meses de 1995, caiu para 10,52%, com uma média mensal de
1,68 %. No segundo semestre, atingiu 7,47%, com uma média mensal de 1,21%.
média mensal por semestre dos Índices de
preços
Verifica-se, atualmente, virtual ausência de
grandes desequilíbrios na estrutura de preços relativos. O aluguel
residencial e os serviços, que vinham apresentando até há pouco tempo
variação muito superior aos demais componentes dos índices, começaram a
convergir gradualmente para a média da inflação mensal. Para os próximos
meses, a média dos quatro principais índices de preços continuará sob
controle. A taxa média mensal deverá ficar próxima a 1% no primeiro
quadrimestre de 1996.
A desindexação gradual da economia vem
desvinculando, em grande medida, a inflação futura da passada. Importantes
medidas nesse sentido têm sido implementadas no campo dos preços públicos,
taxa de câmbio, taxa de juros e salários. Outros fatores, como o sazonal e
eventuais correções de preços públicos, começaram a desempenhar papel
preponderante, fazendo com que a inflação, embora seja baixa e tenda
gradualmente a convergir para níveis mais reduzidos, possa vir a oscilar de
um mês para outro.
Inflação
média mensal
Segundo alguns índices de preços, as taxas
de inflação de abril, por exemplo, vão aumentar em relação a março, em
função principalmente da liberalização do preço dos combustíveis e da
presença de sazonalidades conhecidas. Os índices de maio deverão, por sua
vez, diminuir em relação aos do mês anterior, voltando para um patamar
mais reduzido de variação.
Em 1995, a inflação média dos quatro índices
mais utilizados foi de 18,79%, devendo, segundo todos os analistas
independentes, ser, em 1996, ainda menor do que a verificada no ano passado,
situando-se em torno de 12-13%. Com efeito, a inflação anualizada dos
primeiros bimestre e trimestre do corrente ano ficaram em 15,46% e 11,31%. A
expectativa é que a tendência declinante seja mantida em 1997 e 1998.
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