Desempenho
Monetário
Desde dezembro de 1994, conforme determinou a
Medida Provisória do Real em sua última edição daquele ano, deixou de
haver meta monetária fixada em lei. O critério de fixação de metas foi
substituído pelo processo de submissão ao Senado Federal de uma programação
monetária a ser previamente definida para cada trimestre, que vem sendo
cumprida rigorosamente desde a implantação do plano de estabilização.
Base Monetária
(média dos saldos diários nos dias úteis do mês)

Nos dois últimos trimestres de 1994, a base
monetária ficou em R$ 14,8 bilhões pela média dos saldos diários no
trimestre outubro-dezembro de 1994, abaixo portanto do limite de R$ 15,1
bilhões fixado em lei . No conceito de base ampliada, a média do último
trimestre de 1994 ficou em R$ 78,9 bilhões, também inferior ao limite de
R$ 80,1 bilhões .
A pressão de demanda por moeda, como conseqüência
natural da monetização, foi muito forte nos primeiros três meses do Real.
A base monetária, pela média dos saldos diários, passou de R$ 3,538 bilhões
em 30 de junho para R$ 17,265 bilhões no final de dezembro de 1994.
A programação monetária e o comportamento
efetivo dos agregados, em 1995, foram os seguintes:
Programação
e Comportamento
Obs: Os valores da base monetária, base
ampliada e M1 referem-se à média dos saldos diários no último mês do
período, enquanto os de M4 dizem respeito ao saldo ajustado do fim do mês.
Passados os primeiros seis meses do plano de
estabilização, o processo de remonetização começou a mostrar sinais de
arrefecimento. Em janeiro de 1995, pela primeira vez desde julho de 1994,
houve contração da base monetária. A diminuição da base continuou
ininterruptamente até maio. A expansão da base monetária verificada em
junho e julho últimos decorreu sobretudo de pressões oriundas do setor
externo, em virtude da recomposição das reservas internacionais. Em
agosto, a base monetária voltou a contrair-se em razão, principalmente, da
venda de títulos públicos federais do Banco Central.
O aumento da base monetária observada nos últimos
meses de 1995 - fruto, em boa parte, do acúmulo de reservas internacionais
- não teve impacto inflacionário, em decorrência do incremento sazonal da
demanda por moeda tradicionalmente verificado no final do ano. A base monetária
acumulou expansão de 20,2% em 1995.
O Conselho Monetário Nacional já aprovou a
programação para 1996:
Programação
Em janeiro, a base monetária
decresceu 1,2%, atingindo R$ 20,499 bilhões. Os principais fatores
contracionistas foram as operações com títulos federais, e os
expansionistas as operações do Tesouro Nacional e com o setor externo.
Haveres
Financeiros
Obs: Os dados relativos a M1
referem-se à média dos saldos diários, enquanto os de M2, M3 e M4 dizem
respeito aos saldos no final do mês.
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