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Plano
Real
Balanço dos 12 meses do Real
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O Plano Real completou no dia 1º de julho de 1995 o seu
décimo segundo mês de existência. Chegou-se ao primeiro aniversário do Real com uma
taxa de inflação em torno de 2% ao mês, um sinal incontestável de que este é o plano
de estabilização econômica mais bem-sucedido entre todos até hoje tentados no país.
A taxa de inflação que, em junho de 1994, estava ao
redor de 50% ao mês, baixou para taxa mensal em torno de 1,7% nos primeiros seis meses de
1995. Há quase um quarto de século o Brasil não experimentava taxas tão baixas de
inflação para o período janeiro-junho de um mesmo ano.
Índices de preço (%)
Tomando-se a média dos cinco índices publicados por
diferentes institutos de pesquisa, a taxa de inflação acumulada havia chegado a 758,59%
no primeiro semestre de 1994. Isso representou uma inflação média mensal de 43,1%,
equivalente a uma taxa anual de 7.271,84%.No
segundo semestre de 1994 a taxa de inflação acumulada foi de 18,72% (uma média mensal
de 2,9% entre os cinco índices mais conhecidos). Deve-se considerar, ao analisar a
evolução das taxas, que os índices de julho e de agosto de 1994 ainda estavam
"contaminados" pela inflação do cruzeiro real observada em junho e até em
maio imediatamente anteriores.
A taxa de inflação acumulada em julho e em agosto de
1994 foi de 9,66%. No entanto, isso não reflete, de forma alguma, o tamanho da perda do
poder aquisitivo do Real naqueles dois primeiros meses do plano. A partir de setembro de
1994, quando se tem a primeira inflação "descontaminada" do efeito
estatístico, verifica-se que a taxa acumulada do último quadrimestre de 1994 foi de
8,31%, com a taxa mensal tendo se situado no nível de 2,02%.
No primeiro semestre de 1995, a taxa média acumulada dos
cinco índices de preços chegou a 10,57%, equivalendo a uma inflação média mensal de
1,69% no período. O quadro abaixo mostra a evolução da inflação em 1994 e 1995, em
termos médios, segundo o comportamento dos cinco índices de preços mais conhecidos:
Evolução da Inflação
(%)
A questão relevante que se coloca para o
Governo e para os mercados - que operam sempre na base do forward-looking, olhando
para frente, como deve ser - diz respeito não ao fato de a inflação acumulada nos
primeiros seis meses de 1995 ter sido da ordem de 10,57%, mas à tendência para os
próximos meses.Alguns analistas, sempre que um
determinado índice de preços mostra uma taxa mensal mais elevada do que o mês
imediatamente anterior, projetam tendência altista de inflação, o que nem sempre se
confirma. Isso aconteceu em outubro e em novembro do ano passado, quando as taxas de
inflação apresentaram-se ligeiramente acima do resultado de setembro. Vários analistas
chegaram a prever taxas de inflação de 5% para dezembro e até maiores para janeiro de
1995. Um aumento que não se materializou. Do mesmo modo, as projeções de inflação
mais alta para maio, de até 3% ou além disto, não se confirmaram.
A partir das informações já disponíveis sobre a
inflação ocorrida até junho, em termos de média acumulada dos diferentes índices de
preços, a taxa de inflação projetada para todo o ano de 1995 é da ordem de 22%.
No entanto, não se deve tomar essa projeção como uma
meta do Governo, mas como uma finalidade plausível. Esse objetivo depende de uma série
de ações necessárias à continuidade do programa de estabilização, como as reformas
constitucionais, a retomada do programa de privatização e a reestruturação do Estado
que garantam a melhor eficiência da economia brasileira e um profundo e definitivo ajuste
fiscal.
Vale notar que, considerando-se as séries históricas
para o IGP-DI, a taxa de inflação para o primeiro semestre de 1995 é a mais baixa desde
1973. Nos últimos 35 anos - entre 1961 e 1995 - a economia brasileira vivenciou taxas de
inflação inferiores aos níveis atuais, para o primeiro semestre do ano somente em 1969,
1970, 1972 e 1973.
A nova moeda trouxe um substancial ganho para o
trabalhador. Além de o salário deixar de ser corroído mensalmente pela inflação, as
classes de renda mais baixas foram favorecidas pelo aumento de 54% no valor do salário
mínimo - passou de R$ 64,79, em julho de 1994, para R$ 100,00, em maio de 1995 - e pela
queda de cerca de 5% no valor da cesta básica, ocorrida nos últimos 12 meses. A
combinação desses fatores redundou em expressivo crescimento do poder aquisitivo (quase
60%) dos trabalhadores de menor renda, ao longo dos últimos 12 meses, sobre os produtos
da cesta básica.
O valor da cesta básica, em 1º de julho de 1994, era de
R$ 106,95. Em 30 de junho de 1995, o preço da cesta havia caído para R$ 100,78.
Desempenho Econômico
O Plano Real trouxe, também, uma nova perspectiva para a
economia brasileira em termos de oportunidades de emprego. O PIB cresceu 5,67% em 1994,
com o setor industrial apresentando expansão de 7%. A agropecuária acusou crescimento
ainda maior, de 7,6%, confirmado pela safra recorde de cerca de 80 milhões de toneladas
de grãos.
O setor serviços cresceu 4%, a taxa mais baixa,
denotando, em parte, o efeito do desaparecimento do ganho inflacionário que antes
contribuía para o grande movimento de dinheiro no sistema financeiro.
A economia manteve-se em expansão nos primeiros três
meses de 1995, contrariando aqueles que, de antemão, qualificavam o programa como
recessivo. A taxa de crescimento do primeiro trimestre (ajustada sazonalmente), em
relação aos três últimos meses de 1994, foi de 3,1%, atingindo o aumento expressivo de
10,4%, sobre o primeiro trimestre de 1994.
Segundo a Fundação IBGE, entre junho de 1994 e março de
1995 a produção industrial cresceu 15,5% em termos dessazonalizados. O setor de bens
duráveis liderava até março o crescimento industrial estimulado pelo Plano Real,
acumulando expansão de 29,7%. No entanto, o setor de bens de capital, responsável pela
ampliação da capacidade de oferta da economia, também teve expressivo crescimento,
alcançando a taxa de 27,2% naquele período.
Estas são as estimativas do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA) para o comportamento do produto interno bruto (PIB), no
decorrer de 1995:
Produto Interno Bruto
A queda rápida da inflação teve efeitos significativos
sobre o poder de compra da população, com o consumo tendo sido estimulado também pelos
efetivos incrementos ocorridos na massa salarial e no nível de emprego. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), da Fundação IBGE, mostra que,
no período entre junho de 1994 e abril de 1995, nas regiões metropolitanas, o aumento
real de salários foi de 12,02%, ( deflacionado pelo INPC), para os trabalhadores com
carteira assinada. Maiores foram os ganhos dos trabalhadores do setor informal da
economia, cujo poder aquisitivo é bem menor. Em média, os rendimentos reais dos
trabalhadores que não têm carteira assinada aumentaram em 20,80 %, enquanto a renda
daqueles que trabalham por conta própria teve um crescimento de 45,48 %, naquele
período. Em termos médios, a massa de salários nas regiões metropolitanas cresceu
21,4%, entre junho de 1994 e abril de 1995.
O nível de ocupação nas regiões metropolitanas,
também segundo a PME, acusou incremento médio de 3,3%, entre junho de 1994 e abril de
1995. A ocupação para empregados com carteira aumentou em 2,16%. Para empregados sem
carteira, o crescimento foi de 6,13%, na medida que, os trabalhadores autônomos tiveram o
nível de ocupação ampliado em 2,65%. A taxa de desemprego nas regiões metropolitanas,
que era de 5,42% em junho de 1994, caiu para 4,35%, em abril de 1995.
Dados do comércio do estado de São Paulo indicam que foi
extremamente expressivo o impacto do Real sobre o consumo. O faturamento cresceu quase 18%
em março de 1995 em comparação a março de 1994, sendo que a venda no setor de
duráveis teve elevação de 57,6%, no mesmo período. De um ano para outro, portanto, as
vendas de eletrodomésticos, automóveis, geladeiras, fogões e outros produtos duráveis
cresceram em mais de 50%.
O Governo, ciente da característica expansionista que
normalmente acompanha os planos de estabilização, adotou medidas de controle da demanda
no início da circulação da nova moeda, em 1º de julho de 1994. O objetivo era prevenir
as pressões de consumo que poderiam comprometer o sucesso do Real.
A princípio, foram introduzidos recolhimentos
compulsórios sobre depósitos à vista, depósitos a prazo e depósitos de poupança para
brecar um crescimento fora de controle da oferta de crédito. Ao longo de todo o segundo
semestre de 1994, foram adotadas novas medidas, na mesma linha, sempre procurando um
controle da demanda, mas com a preocupação de não trazer recessão ao país. Nos
primeiros meses de 1995, o nível da demanda ficou ainda mais alto, levando o Governo a
adotar medidas adicionais de restrição ao consumo, em fevereiro e em abril.
Política Fiscal
No campo fiscal, a queda abrupta da inflação provocou um
nítido alívio para o equilíbrio das contas do Governo. A receita líquida do Governo
Federal aumentou 11,5% em 1994, trazendo a arrecadação para o valor de US$ 63,2
bilhões. Em 1993, essa receita foi de US$ 56,7 bilhões.
O desempenho da receita fiscal tem se mantido favorável.
Em janeiro deste ano, a arrecadação atingiu R$ 6,680 bilhões, representando um
incremento de 34% sobre o mesmo mês do ano passado. Entre janeiro e maio de 1995, a
Receita Federal arrecadou R$ 34,334 bilhões.
Em junho de 1995, a arrecadação atingiu R$ 7,412
bilhões, ultrapassando em larga medida o valor de R$ 4,930 bilhões recolhido em junho do
ano passado. Entre janeiro e junho deste ano, a arrecadação acumulada somou R$ 41,746
bilhões, o que representa aumento de 42,11% sobre a receita do mesmo período do ano
anterior, equivalente a R$ 29,375 bilhões. Três fatores têm contribuído para a
melhoria do desempenho da Receita Federal: o aquecimento da economia, as medidas de ordem
fiscal, que ampliaram a participação das contribuições na fonte, e, ainda, a maior
eficiência no sistema de arrecadação.
O Tesouro Nacional acusou, em 1994, superávit primário
de US$ 9 bilhões. Isso corresponde a um aumento de 65% sobre o resultado de 1993. Em
termos de necessidades de financiamento do setor público, que mede o déficit público
pelo lado dos empréstimos tomados no mercado financeiro, houve uma melhora substancial no
resultado de 1994 quando comparado com os três anos anteriores. O Governo central foi o
que mais contribuiu para o desempenho fiscal favorável, acusando superávit operacional
de 1,17% do PIB.
Nos primeiros 12 meses do Real - entre julho de 1994 e
junho de 1995 - o Tesouro Nacional apresentou superávit acumulado de R$ 1,708 bilhão, a
preços correntes. Em junho, o resultado acusou superávit de R$ 253 milhões.
Pelo conceito de resultado primário, o Tesouro Nacional
apresentou superávit acumulado de R$ 11,3 bilhões nos últimos doze meses, sendo que, em
junho, o superávit primário foi de R$ 233 milhões. O conceito primário desconta os
juros da dívida interna e externa dos cálculos do desempenho fiscal e considera a
receita pelo critério de competência, incorpora o que é devido em determinado mês,
mesmo que não tenha ocorrido ainda ingresso no caixa do Tesouro.
Necessidades de Financiamento
do Setor Público
O Plano Real abriu o caminho para a estabilização, mas
esta só estará garantida com as mudanças propostas no processo de Reforma da
Constituição, já iniciado pelo Congresso Nacional. Elas apontam para a necessidade de
se fortalecer o orçamento com o objetivo de recuperar as funções prioritárias do
Governo; para a reestruturação da Previdência Social e para a abertura da economia ao
capital privado, tanto nacional como estrangeiro, em áreas de atuação hoje ocupadas
ineficientemente pelo setor público. Política Monetária
O Governo cumpriu, dentro do programado, as metas
monetárias fixadas em lei para execução nos dois últimos trimestres de 1994. A base
monetária (emissão primária de moeda) ficou em R$ 14,8 bilhões, pela média dos saldos
diários no trimestre outubro-dezembro de 1994, abaixo portanto do limite de R$ 15,1
bilhões fixado em lei. No conceito de base ampliada (que inclui os títulos públicos
federais em mercado), a média do último trimestre de 1994 ficou em R$ 78,9 bilhões,
também inferior ao limite de R$ 80,1 bilhões.
A pressão de demanda por moeda, como consequência
natural da monetização, foi muito forte nos primeiros três meses do Real. A base
monetária, pela média dos saldos diários, passou de R$ 3,538 bilhões, em 30 de junho,
para R$ 6,5 bilhões em 31 de julho. Para R$ 9,070 bilhões, em 31 de agosto, e para R$
11,2 bilhões, em 30 de setembro. No mês de dezembro, pela média dos saldos diários, a
base monetária ficou em R$ 17,2 bilhões.
Passados os seis primeiros meses do plano de
estabilização, o processo de remonetização começou a mostrar sinais de arrefecimento,
com a base monetária apresentando queda entre janeiro e abril de 1995. Em janeiro, pela
primeira vez nos últimos seis meses, houve contração da base monetária, com recuo de
2,3%. Pela média, o saldo no mês registrou o valor de R$ l6,8 bilhões.
Em fevereiro, mantém-se o comportamento de retração da
base monetária . A base acusou saldo médio no mês de R$ 15,801 bilhões, trazendo para
R$ 16,4 bilhões a média nos dois primeiros meses do ano. Em março, o saldo médio da
base monetária alcançou o valor de R$ 15,661 bilhões, tendo ocorrido também retração
de 0,9%. Em abril, o mesmo comportamento foi verificado, com a base monetária tendo
encolhido à taxa de 7,2%. O saldo médio diário ficou em R$ 14,535 bilhões, ao final de
abril.
Em maio, a base monetária apresentou saldo médio de R$
14,433 bilhões, revelando retração de 0,7%. No mês de junho, segundo dados
preliminares do Banco Central, a média dos saldos diários da base monetária acusou
valor de R$ 14,662 bilhões, implicando em crescimento de 1,6%. Desde dezembro, conforme
determinou a Medida Provisória do Real, em sua última edição de 1994, deixou de haver
meta monetária fixada em lei.
O critério de fixação de metas foi substituído pelo
processo de submissão ao Senado Federal de uma programação monetária que será
previamente definida para cada trimestre. Assim, o Banco Central remeteu, no início do
ano, à consideração dos senadores, o programa monetário para o trimestre
janeiro-março de 1995, que foi totalmente cumprido com folga. Recentemente, enviou a
previsão de estimativas referentes ao segundo trimestre do ano, que é a seguinte:
Programação Monetária Contas
Externas
A balança comercial acusou déficits nos últimos meses
como consequência da rápida abertura ocorrida na economia brasileira, a partir do final
do ano passado. As importações maciças de bens de consumo duráveis, principalmente de
automóveis, tiveram um impacto negativo no movimento do comércio externo do país.
Medidas foram tomadas pelo Governo para frear esse movimento e espera-se que o
comportamento da balança comercial seja revertido a curto prazo.
Nos primeiros cinco meses de 1995, as exportações
físicas (representando o valor do produto efetivamente embarcado) acumularam receita de
US$ 17,329 bilhões, enquanto que as importações (representando o ingresso físico do
produto no país) revelaram despesa de US$ 20,821 bilhões.
Nos últimos doze meses, na posição de final de maio, as
exportações físicas somaram US$ 44,501 bilhões, enquanto que as importações
absorveram US$ 43,350 bilhões, acusando superávit de US$ 1,151 bilhão.
No mercado de câmbio, onde são feitas as operações
bancárias, os contratos de exportação acumularam receita de US$ 21,895 bilhões, entre
janeiro e maio deste ano. Os contratos de fechamento de câmbio, envolvendo importações,
representaram, no mesmo período, US$ 17,899 bilhões. Portanto, o saldo cambial do
movimento do comércio externo, nos primeiros cinco meses do ano, foi de US$ 3,996
bilhões.
No mês de junho, os contratos de fechamento de câmbio de
exportação envolveram US$ 4,365 bilhões, enquanto os contratos cambiais de importação
somaram US$ 4,205 bilhões. O saldo positivo acumulado no mês foi de US$ 160 milhões.
No segmento do mercado financeiro, onde são efetuadas as
operações cambiais relativas ao movimento de capitais, houve ingresso acumulado, entre
janeiro e maio de 1995, de US$ 13,806 bilhões, contra saídas no valor de US$ 21,284
bilhões.
No mês de junho, a entrada de capitais somou US$ 4,349
bilhões, enquanto a saída envolveu US$ 4,346 bilhões. Nesse segmento, portanto,
ocorreu, em junho, pequeno superávit de US$ 3 milhões.
A República Federativa do Brasil, depois de quinze anos,
voltou a captar recursos diretamente no mercado financeiro internacional em duas
operações bem sucedidas. A primeira, em maio, com lançamento de bônus em ienes, de
dois anos de prazo, representou captação de 80 bilhões de ienes (US$ 942 milhões ). A
segunda, efetuada em junho, rendeu um bilhão de marcos (US$ 721 milhões), com o
lançamento de bônus de três anos de prazo referenciados à moeda alemã.
A política cambial brasileira continuará sendo guiada
pelas premissas definidas na elaboração do Plano Real. O Governo optou, e já deixou
isto claro, por um regime de banda cambial. No dia 23 de junho, o Governo definiu a nova
banda, entre 91 e 99 centavos de Real por dólar norte-americano. A tranquilidade com que
o mercado reagiu à mudança confirma a aceitação do regime de bandas como o mais
adequado à economia brasileira.
O nível das reservas internacionais do país foi
praticamente recuperado em fins de maio, depois dos efeitos da crise cambial mexicana que
abalaram o sistema financeiro internacional, no final de 1994 e início de 1995.
Reservas
Internacionais
Ao Governo brasileiro interessa estimular ainda mais o
ingresso do capital estrangeiro de médio e de longo prazos. Alguns setores da economia,
hoje monopólios exclusivos do Estado, como por exemplo as áreas de telecomunicações e
de exploração de energia elétrica, serão abertas à participação do capital privado,
nacional e internacional. Avanços significativos já ocorreram no Congresso Nacional a
favor das propostas de reforma da Constituição apresentadas pelo Executivo, no capítulo
da Ordem Econômica.
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