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Ministros de Estado da Fazenda
ERNANE GALVÊAS

Cachoeiro
do Itapemerim/ES - 01.10.1922
Bacharel em Ciências e Letras
Contador
Economista e Advogado
tendo completado seus estudos de Economia no Instituto de Economia
de Wisconsin
no Centro Monetário Latino-Americano
México. Fez mestrado em Economia
pela Universidade de Yale
Connecticut. Ingressou no Banco do Brasil em 1942
tendo
desempenhado importantes funções até 1953. Foi Chefe Adjunto do Departamento Econômico
da Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC) órgão extinto (1953-61); Assistente
Econômico do Ministro da Fazenda (1961-63 e 1965-66); Diretor-Financeiro da Comissão de
Marinha Mercante (1963-65); Diretor da Carteira de Comércio Exterior (CACEX) do Banco do
Brasil S/A (1966-68); Presidente do Banco Central do Brasil
por dois períodos
(1968-74 e 1979-80). Passou pelo setor privado
durante alguns anos
como Vice-Presidente
da companhia Aracruz Celulose S/A. Em várias oportunidades exerceu o magistério
superior
na Faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro
na Faculdade de
Ciências Econômicas do antigo Estado da Guanabara e no Curso de Pós-Graduação do
Conselho Nacional de Economia. Tomou posse no Ministério da Fazenda em janeiro de 1980
no meio de um dos períodos mais conturbados da economia mundial. Como Ministro exerce as
funções de Representante do Brasil junto ao Banco Internacional de Reconstrução e
Desenvolvimento (BIRD)
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
Fundo Africano de
Desenvolvimento
Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata; também como
Ministro é o Presidente do Conselho Monetário Nacional
Conselho Nacional de Comércio
Exterior
bem como de outros órgãos colegiados interministeriais; Membro dos
Conselhos de Desenvolvimento Econômico
Social e Industrial. Assumiu o Ministério em
plena ocorrência da segunda crise do petróleo (1979-80) A partir de quando o País teve
de redobrar seus esforços no sentido de combater a inflação
reequilibrar o Balanço de
Pagamentos reduzir nossa dependência de energia importada e
sobretudo
conceber
estratégia que possibilitasse o ajustamento da economia brasileira a uma nova realidade
econômica internacional. Sua administração enfrentou esse quadro adverso
que logo em
seguida foi agravado por uma brutal elevação das taxas de juros no mercado
internacional
pelo aprofundamento da recessão mundial e pela queda de preços de nossos
principais produtos de exportação
fatores que ampliaram as dificuldades do nosso
balanço de pagamentos e da dívida externa. Sem dúvida que um dos mais graves problemas
enfrentados foi a crise de 1982
caracterizada pela severa restrição de liquidez nos
mercados financeiros
provocada pela brusca interrupção dos fluxos normais de
empréstimos do sistema bancário internacional para os países em desenvolvimento
especialmente em face da retração dos pequenos e médios bancos europeus e
norte-americanos. Em virtude desse encurtamento dos mercados financeiros
e seus graves
desdobramentos
o Ministro foi chamado a decidir
com seus pares dos demais Ministérios
da área econômica
a forma de resolver os problemas do Balanço de Pagamentos. 0 recurso
ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e a negociação com os credores internacionais
foram os caminhos seguidos pelo Brasil
com razoável sucesso
para o que muito contribuiu
seu prestígio pessoal
bem como sua experiência
serenidade e habilidade de
negociação.
Publicou vários livros
além de
inúmeros artigos e estudos de Economia e Política econômica em jornais e revistas
nacionais e estrangeiras; na sua bibliografia destaca-se o seguinte:
- Brasil - fronteira do desenvolvimento.
Rio de
Janeiro
APEC Ed. 1974
- Brasil - inflação e desenvolvimento.
- Brasil: economia aberta ou fechada? Rio de Janeiro
APEC
Ed. 1982.
- Aprendiz de empresário Rio de Janeiro
Livros Técnicos e Científicos Editora S/A
1983.
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