|
Ministros de Estado da Fazenda
FRANCISCO
DE SALLES TORRES HOMEM
Visconde de Inhomirim

* RIO DE JANEIRO-RJ – 29.01.1812
† PARIS-FRANÇA – 03.06.1876 |
12.12.1858 – 10.08.1859
29.08.1870 – 07.03.1871
|
Formado em Medicina Cirúrgica pela Faculdade do Rio de Janeiro e em Direito pela Faculdade de Paris. Dedicou-se aos estudos de Direito Constitucional, Economia Política e Sistemas Financeiros. Foi Nomeado Chefe de uma das Diretorias do Tesouro Nacional. Pertenceu ao Conselho do Imperador; Conselheiro de Estado ordinário; Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico de França; Sócio da Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional e eleito membro do Conselho. Senador pelo Rio Grande do Norte. Lente de Filosofia por concurso feito em 1844; Secretário da Legação e depois Encarregado de Negócios em Paris. Ao ser organizado o Gabinete presidido pelo Visconde de Abaeté, em 1858, Torres Homem ocupou a pasta da Fazenda. Combateu a política da pluralidade bancária e as facilidades emissoras de Souza Franco, revogando a autorização dada ao Banco do Brasil para elevar a emissão ao triplo do fundo disponível. Contraiu empréstimo para liquidar a dívida de 1829 e encampou as Estradas de Ferro D. Pedro II e Estrada de Ferro União e Indústria. Em 1859 introduziu alterações na estrutura do Tesouro Nacional, determinadas pela reforma de 1850. Com o advento do Gabinete chefiado pelo Marquês de São Vicente, Torres Homem foi novamente Ministro da Fazenda, permanecendo no cargo apenas seis meses.
Redigiu para vários jornais, tendo sido fundador do Jornal de Debates Políticos e Literários (1837-38).
Na sua bibliografia destaca-se o seguinte:
- Sociedade em comandita e bancos de circulação. Rio de Janeiro, 1853. Discursos.
- Questões sobre impostos. Rio de Janeiro, 1856.
- Proposta e relatório apresentados à Assembléia Geral Legislativa na 3ª sessão da 10ª legislatura. Rio de Janeiro, Tipografia Nacional, 1859.
- Relatório apresentado à Assembléia Geral dos Acionistas do Banco do Brasil (1867, 1868, 1869). Rio de Janeiro, 1867-69.
|