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Artigo
01/10/2012
"Assim que a Europa se
ajustar, o Brasil estará preparado para crescer de 4% a 5% ao ano"
Entrevista
do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o jornal Brasil Econômico.
Octávio Costa e SimoneCavalcanti
Mantega afirma que cabe ao Estado puxar a economia com a política fiscal. O que
está sendo feito com as medidas de renúncia fiscal, desoneração da folha, baixa
dos juros e investimento em obras de infraestrutura
Após cumprir uma nova agenda em Paris e Londres, o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, voltou ao país mais confiante do que nunca. Está convencido de que o
Brasil é uma exceção diante do mau desempenho das economias da Europa e dos
Estados Unidos e até mesmo dos países que formam os Brics. Ele rejeita o excesso
de otimismo e, com as estimativas de analistas de mercado para a expansão do PIB
de 2013 em mãos, garante que o pior já passou."Eu não sou otimista, sou
realista. Com meu realismo e da maioria dos analistas brasileiros tenho certeza
que a economia está se aquecendo. Não de forma exagerada, mas gradual", diz o
ministro. "Vamos ser pés no chão. Nós vamos crescer 4% e essa projeção é feita
com a crise europeia continuando", afirma.
O cenário poderia ser ainda mais positivo, disse Mantega em entrevista ao BRASIL
ECONÔMICO, se os dirigentes dos Estados Unidos e da Europa adotassem uma certa
dose keynesiana e atacassem a crise não só com golpes de política monetária.
"Quando se entra em uma crise financeira tem de fazer uma política monetária
expansionista combinada com a fiscal. O Estado tem que puxar a economia",
explica, certo de que seus colegas estrangeiros estão equivocados.Apesar das
dificuldades dos países desenvolvidos e da desaceleração da China, o ministro
acredita que o Brasil tem plenas condições de continuar nadando contra a maré.
Ressalta que o superávit comercial este ano será superior a US$ 18 bilhões.
Enquanto o mundo passa por esse momento de turbulência, o governo, explica, vai
fortalecendo as bases de sustentação da economia com um conjunto de medidas,
entre elas os programas de renúncia fiscal, a desoneração da folha de
pagamentos, a redução das taxas de juros e o investimento em grandes obras de
infraestrutura. "Vai demorar mais uns dois ou três anos para a Europa se
ajustar. Quando isso acontecer, o Brasil estará preparado para aproveitar esse
cenário internacional. E vai crescer a uma taxa média de 4% a 5% ao ano".
Com relação ao esforço para reduzir o custo financeiro no país, afirma que as
taxas cobradas pelos bancos ainda são muito altas e precisam cair mais. "Acho
razoável ter o mesmo nível cobrado em países semelhantes ao Brasil, que têm a
estabilidade que nós temos, com a solidez que nós temos. Porque juro expressa o
risco". Em relação ao próximo movimento na Selic, é taxativo: "Não sei o que o
Copom vai fazer, nem quero saber. Esse é um assunto que o Banco Central tem
total autonomia".
O ministro reage às afirmações de que o governo estaria abandonando o regime de
meta de inflação e pondo em risco um dos principais fundamentos da economia. "O
governo nunca foi e nunca estará conivente com a inflação. A inflação aqui no
Brasil está controlada há muitos anos. Nos últimos três ou quatro anos está mais
controlada, ainda mais na nossa gestão" diz, sem esconder que vive uma fase de
ótimo humor. O único motivo de desagrado é o tom cinzento do novo carpete de seu
gabinete recém-reformado, que, para ele, não combina com os valiosos tapetes
persas do ambiente.
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O senhor continua otimista em relação ao fim do ano, achando que a economia vai
deslanchar mesmo?
Eu não sou otimista, sou realista. Com meu realismo e da maioria dos analistas
brasileiros tenho certeza que a economia já está se aquecendo. Não de forma
exagerada, mas gradual. Isso aqui (mostrando um documento) eu apresentei no
seminário The Economist: pegamos aleatoriamente projeções de mercado e é nítida
a curva ascendente da economia brasileira.
Em torno de 4%...
Não é espetacular. É um aquecimento gradual. Isso levando em conta que ainda não
foram postas em prática inúmeras medidas que anunciamos, como a desoneração da
folha. Agora em agosto iniciaram 15 setores. Os outros 25 começam em janeiro. O
câmbio melhor já está tendo efeitos também. Dados da Abimaq mostram que o
déficit comercial diminuiu, e esse setor de bens de capital é o mais atingido
pelo dólar. O câmbio vai melhorar vários setores.
Quando poderemos ter uma trajetória de crescimento sustentado em torno de 5%?
O próximo ano continua sendo de dificuldades. O Brasil tem um potencial de
crescimento, mas depende do investimento que é a variável-chave para isso.
Prevemos que o investimento cresça 10% no ano que vem. Nós temos que voltar ao
nível de aumento do investimento que tivemos em 2006, 2007, 2008 e 2009, que era
acima de 10%. E para isso o governo estará dando todas as condições. Vamos ter
um mercado de dívida corporativa privada que vai crescer, pois era inibido pela
Selic, a taxa de juros elevada e pela dívida pública. Como a dívida pública
brasileira está encolhendo, abre espaço para a dívida privada, ou seja, captação
pelas empresas.
O cenário internacional pode prejudicar o cenário interno de 2013? A situação do
mundo azedou de novo?
A situação nem azedou nem melhorou, ficou na mesma. Os europeus estão arrastando
essa crise porque demoram para tomar as medidas necessárias e então o problema
não se resolve. Nós continuamos onde estávamos um ano atrás do ponto de vista da
crise da União Europeia. Eles avançam atrás da crise. Estão sempre a dois ou
três passos atrás. A crise sobe de elevador e as soluções, de escada.
Essa falta de senso de urgência deles não pode afetar o Brasil no ano que vem?
Não pode porque nós somos mais resilientes do que outros países à crise
internacional. E nós nos adaptamos a ela. Sofremos um impacto nos últimos 12
meses particularmente porque ela recrudesceu no meio do ano passado. Nesse
período sofremos uma desaceleração e tomamos várias iniciativas para
contrabalançar isso. O Brasil é um dos que menos dependem dos mercados de países
avançados. Apenas 6% do nosso PIB é explicado pelas exportações para essas
regiões. Somos pouco suscetíveis e estamos em uma posição muito melhor do que a
China e a Índia. Além disso, nosso mercado interno continua dinâmico e
crescendo.
A China desacelera. Em que medida é uma preocupação?
Está desacelerando, sim.Mas está mantendo, pelo menos conosco, um nível de
relações comerciais elevado. Acredito que, neste ano, teremos um resultado
comercial parecido com o de 2011. As projeções iniciais eram entre US$ 15
bilhões e US$ 18 bilhões. Escreve aí que nós teremos um superávit comercial
maior do que isso. Porque estamos conseguindo impedir que o real se valorize
nesta conjuntura.
Como esses fatores, combinados, afetam o Brasil?
Vamos ser pé no chão. Nós vamos crescer 4% e essa projeção é feita com a crise
europeia continuando. É claro que seria muito maior se a Europa estivesse se
recuperando. A crise europeia nos tirou cerca de 1 ponto percentual de
crescimento no ano passado.
E este ano?
A mesma coisa. Não dá para saber com precisão, mas nos tira um percentual do
PIB, sim. Como tomamos várias medidas, o Brasil tem condições de recuperação
principalmente por causa da política fiscal. Acho que a nossa grande diferença
em relação aos Estados Unidos e à Europa é que nós fazemos política fiscal
anticíclica e eles não fazem. Nós combinamos uma política monetária mais
flexível, sem os exageros que eles cometem, com uma política fiscal anticíclica.
Eles estão usando basicamente política monetária...
Exato. Aliás, eu diria que, na Europa, nem monetária. Já os Estados Unidos
deveriam fazer política fiscal. E aí a monetária estaria alinhada, seria
complementar.
Eles estão perto do que está sendo chamado de abismo fiscal...
A economia americana continua sendo a mais poderosa do mundo porque emite a
moeda que é reserva de valor no mundo. Cerca de 70% transações comerciais são
feitas com a moeda americana, embora os Estados Unidos só participem entre 30% a
40% dessas transações. Então, quem tem essa maquininha de gerar moeda...
E nós temos a nossa maquininha de abrir mão de arrecadação. Isso tem um limite?
A nossa política fiscal anticíclica é composta de estímulos ao investimento e
para isso reduzimos taxação, o custo financeiro e tributos, como sobre a folha
de pagamento.
Mas isso tem um teto?
Este ano vamos terminar com desonerações de algo entre R$ 44 bilhões e R$ 45
bilhões, ou seja, 1% do PIB. Se você olhar os países europeus verá que estão
fazendo ao contrário, estão aumentando tributo e cortando investimento.
Eles teriam condições de abrir mão de tributos?
Teriam. Desse jeito eles acabam caindo em um círculo vicioso. Todos vão ter
recessão, o PIB negativo. Como a dívida e o déficit são calculados em relação ao
PIB, esses indicadores vão crescer só pelo efeito estatístico. Assim, eles têm
de fazer um corte muito grande para dar algum resultado. É claro que há
situações bem diferentes dentro do continente europeu. Há países que podem fazer
política fiscal e outros que não podem. Os países que podem têm a obrigação de
fazer uma política que estimule os que não podem. A Grécia, por exemplo, não tem
como fazer investimento, mas a Alemanha, e, mesmo a França, podem fazer umgrande
programa de investimentos que exerça alguma demanda sobre a Grécia.
Então, quais as suas perspectivas para o cenário externo?
Os Estados Unidos estão crescendo entre 1,8% e 2%. Não é pouco, mas isso não
gera os empregos que eles precisam. Também, eles exportaram seus empregos para a
Ásia e agora não adianta chorar o leite derramado. Então teriam que crescer
entre 3% e 4%. Mas só com política monetária não vai resolver. Esse novo
Quantitative Easing [QE, um programa de afrouxamento monetário] não vai acelerar
o crescimento. Isso, implicitamente, é reconhecido pelo próprio Fed [Banco
Central americano] quando diz que vai estendê-lo até 2015. Estudo da Goldman
Sachs indica que o desemprego só vai cair para 7% em 2015 ou 2016. Num primeiro
momento, quando uma economia tem uma crise financeira, precisa de liquidez.
Então eles fizeram o primeiro QE, de US$ 1,5 trilhão. Mas depois fizeram o
segundo de US$ 600 bilhões. Esse já era duvidoso porque nós temos a demostração
que o recurso em vez de ir para a produção americana foi para commodities. Veja
o preço do petróleo.
Está faltando uma visão Keynesiana lá?
Exatamente. Porque a visão Keynesiana fala sobre a armadilha da liquidez. Quando
entra em uma crise financeira tem de fazer uma política monetária expansionista
combinada com a fiscal. O Estado tem que puxar a economia. Agora, como vão fazer
uma política fiscal se o principal objetivo é reduzir o déficit que está na casa
de 9% ou 10% do PIB para 3% do produto em um período curto. Não dá.
Ao menos há algum sinal de recuperação?
Há alguns sinais positivos no mercado imobiliário, que lá tem um peso grande e
que ficou travado nesses quatro anos porque eles não fizeram nada. Em vez de
renegociarem as dívidas e recuperarem a capacidade do endividado... Os preços
chegaram ao fundo do poço e começam a dar um sinal de vida. Uma elevação do
preço das moradias. E isso significa riqueza para o americano. A economia
americana tem mais dinamismo que a europeia e é mais fácil de recuperar, mas
eles escolheram o caminho mais longo, mais difícil.
E estão em período de eleições...
A eleição pode criar novas condições. Porque, verdade seja dita, o presidente
Barack Obama não pode fazer política fiscal. O partido Democrata quer fazer, mas
os Republicanos bloqueiam essa possibilidade. Agora, como há eleição e se forma
uma nova bancada, se ele ganhar e fizer maioria, pode ser que ele olhe para
isso.
E a Europa?
Vai demorar mais uns dois ou três anos para se ajustar. Quando isso acontecer, o
Brasil estará preparado para aproveitar esse cenário internacional. Vai crescer
a uma taxa média de 4% a 5%ao ano. Enquanto isso, com as medidas que tomamos,
teremos um grande volume de investimentos em infraestrutura aqui no Brasil e,
com isso, uma oferta mais barata. Estamos dando oportunidade para os
investidores internacionais porque hoje não tem onde investir. Mesmo entre os
BRICS o Brasil está numa situação privilegiada: tem um mercado de capitais bem
organizado, um sistema financeiro sólido, regras muito claras, o investimento
direto não é taxado, pode entrar e fazer remessas de lucros.
Mas se entrar muito o senhor vai elevar o IOF, não é?
Eu não estou ligando para a entrada de investimento direto. O que a gente faz é
comprar os dólares, não deixamos no mercado para não pressionar o real. E vamos
manter essa política.
Mas o senhor já ameaçou elevar o IOF...
Eu ameacei em função do Quantitative Easing porque esse é dinheiro de curto
prazo, um capital que faz arbitragem.
Se o senhor identificar esse movimento...
Aí sim.Mas, por enquanto, ainda não está entrando. Na previsão do Goldman Sachs,
essa terceira etapa do programa dá mais US$ 1,2 trilhão. Se isso vier a
acontecer, nós estaremos atentos. Vamos aumentar as reservas, não vamos deixar
sobrar dólar na economia brasileira.
Começou a se falar de inflação novamente e que o Comitê de Política Monetária
(Copom) talvez mantenha a taxa Selic porque há o temor de que a inflação saia um
pouco do eixo. O senhor acha que essa avaliação é válida?
Eu não sei o que o Copom vai fazer, nem quero saber. Esse é um assunto que o
Banco Central tem total autonomia. A inflação está controlada no Brasil. Este
ano ela é menor do que no ano passado, portanto, a trajetória é descendente. No
segundo semestre sobe um pouco por causa da sazonalidade de safra, chuvas, e
tivemos um choque de grãos do mercado americano. Em compensação temos tomado uma
série de medidas que baixam preço, como a redução do IPI [Imposto sobre Produtos
Industrializados] para diversos produtos. Para o ano que vem, outras medidas vão
vigorar como novas desonerações da folha de pagamentos e a redução da tarifa de
energia elétrica, que baixam custos, portanto, tem que baixar preço.
O senhor teme um novo choque de oferta como o que tivemos no final de 2010,
impulsionado pela especulação das commodities em razão dos recursos do
Quantitative Easing?
A regra do sistema de metas diz que choque de oferta dentro das margens não tem
problema. Estamos agora diante de um choque de oferta como o de milho e soja e
tem um impacto na inflação. Não há risco inflacionário então? Não há risco
porque estaremos 100% vigilantes. Uma das prioridades da política econômica
brasileira é não deixar a inflação crescer porque ela prejudica todo mundo.
Mas isso não significa elevação de juros?
Se a inflação subir, evidentemente, haverá elevação de juros. Mas as
perspectivas são benignas. Porque essa especulação das commodities já vem
acontecendo. Por outro lado, o baixo nível do crescimento da economia mundial
também é uma pressão baixista nas commodities, como minério de ferro.
Evidentemente o Quantitative Easing dá uma pequena pressão, mas o nível baixo de
crescimento vai na direção contrária.
O senhor não acha que é ruim ter uma inflação circulando entre 5% e 5,5% em uma
economia que vai crescer entre 1,5% e 2%?
Isso ocorre fundamentalmente pelo choque de commodities. Foram sete meses
seguidos com a inflação este ano abaixo da do ano passado, aí veio o choque de
commodities e elevou.
O governo estaria mais conivente com a inflação, ministro?
O governo nunca foi e nunca estará conivente com a inflação. A inflação aqui no
Brasil está controlada há muitos anos. Nos últimos três ou quatro anos está mais
controlada, ainda mais na nossa gestão. No primeiro semestre de 2011 tivemos uma
perto monetário forte por causa da inflação porque no fim de 2010 tivemos choque
de commodities. Mesmo assim, como a economia estava aquecida, foi contaminada.
Internamente, o efeito colateral do aumento da classe média está impedindo a
inflação de serviços ceder?
Não fica impedindo. É por isso que temos de aumentar a oferta, não só de
infraestrutura, como também de serviços, logística. Ou seja, investimento.
Recentemente o senhor usou a palavra escorchante para falar dos juros dos
bancos. Isso foi forte. Por que essa força toda?
Porque precisamos ser veementes para que sejamos ouvidos melhor.
Não estavam sendo ouvidos?
Estamos sendo ouvidos. Tanto que um banco baixou em 50% o juro do cartão de
crédito e outro anunciou que vai baixar até o final do ano. Os dois públicos já
tinham baixado. Mas, veja, isso aqui ainda é alto. Por isso, nós continuaremos
tendo, a meu ver, uma redução do custo financeiro que já caiu no Brasil, mas
ainda está elevado. O Banco Central divulgou que o juro médio no crédito livre é
de 30,1% em agosto. Já foi mais de 40%.
Onde o senhor acha bom chegar? O que seria razoável?
Não tenho um número. Mas acho razoável ter o mesmo nível que é cobrado em países
semelhantes ao Brasil, que têm estabilidade que nós temos, com a solidez que nós
temos. Porque juro expressa o risco. Quando o Brasil lá atrás era um país que
não tinha reservas, não era sólido, o risco-Brasil era 8 mil pontos básicos.
Hoje é 160 pontos.Naquela época, como estava emprestando em um país arriscado,
cobrava mais. Só que o Brasil mudou radicalmente, hoje é um país que reúne
confiança, consegue colocar títulos de dez anos a 2,69% ao ano. Isso é menos do
que o papel americano de mesmo vencimento há três anos.
Essa insistência do governo não pode ser entendida como um viés
intervencionista?
Não há intervencionismo nenhum. O governo não pode falar? Democracia significa
que todos nós podemos falar, não é verdade? Intervencionista se eu fizesse uma
ameaça ao banco. Pelo contrário, o Brasil é um dos países mais democráticos sob
todos os pontos de vista.
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"Os europeus estão arrastando essa crise porque demoram para tomar as medidas
necessárias. Nós continuamos onde estávamos um ano atrás do ponto de vista da
crise da UE"
"O Brasil é um dos que menos dependem dos mercados de países avançados. Apenas
6% do nosso PIB é explicado pelas exportações para essas regiões"
" Estamos dando oportunidade para os investidores internacionais porque hoje não
tem onde investir. Mesmo entre os Brics, o Brasil está numa situação
privilegiada"
" Eu não sei o que o Copom vai fazer, nem quero saber. Esse é um assunto em que
o Banco Central (presidido por Alexandre Tombini) tem total autonomia. A
inflação está controlada no Brasil. Este ano ela é menor do que no ano passado"
" A eleição pode criar novas condições. Porque, verdade seja dita, o presidente
Barack Obama não pode fazer política fiscal. O Partido Democrata quer fazer, mas
os republicanos bloqueiam. Se ele ganhar a eleição e fizer maioria, pode ser que
olhe para isso"
"A China está desacelerando, sim. Mas está mantendo, pelo menos conosco, um
nível de relações comerciais elevado. Acredito que, neste ano, teremos um
resultado comercial parecido com o de 2011. As projeções iniciais eram entre US$
15 bi e US$ 18 bi"
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