Entrevistas

15/03/2010

Em entrevista à DINHEIRO, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou o superaquecimento da economia e disse que não há necessidade de aumento de juros.


Entrevista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para a Revista ISTOÉ Dinheiro

DINHEIRO – Como está a economia brasileira hoje?

Está muito bem. Tem setores “bombando”, como dizem. Estão assim a indústria automobilística, a construção civil. Tem setor que até falta mão de obra. Será uma das economias que mais vão crescer neste ano.

DINHEIRO – A economia está superaquecida e isso puxou a alta da inflação?

Não está. A indústria investiu bastante nos últimos anos e agora tem capacidade instalada em torno de 80%, o que é bom. É só aumentar a demanda que ela responde.

DINHEIRO – Como controlar a inflação sem aumentar os juros?

Não podemos confundir uma inflação que é sazonal com um aumento anual da inflação. Todo janeiro tem aumento das mensalidades escolares e combustíveis. Nesse ano tivemos um problema de chuvas mais acentuado. Alguns produtos agrícolas tiveram o preço aumentado. No caso do álcool, por exemplo, subiu porque não se pôde colher a cana. O caminhão nem entrava. Em compensação, agora haverá uma supercolheita, uma superoferta. Com isso, os preços vão cair.

DINHEIRO – Os resultados do início do ano não foram muito piores do que o governo imaginava, e agora a inflação está muito próxima da meta de 4,5%.

Tem os apressadinhos e os interessados em que os juros subam, mas não a economia como um
todo. A inflação foi sazonal, que também teve fatores excepcionais como as chuvas. Isso já passou. Espero um IPCA para março entre 0,35% e 0,40%, contra 0,78% em fevereiro. Evidentemente, se houver inflação acima da meta, teremos medidas restritivas.

DINHEIRO – Quais medidas?

Já subimos o compulsório em R$ 71 bilhões. Esse dinheiro está sendo retirado de circulação. É uma medida quase como subir os juros em restrição de crédito. Já tomamos medidas, mas não podemos nos precipitar. Não podemos frear o carro antes de acelerar. O risco é abortar o processo de crescimento.

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