Entrevistas

12/08/2009

Na segunda-feira 5, em Istambul, o ministro da Fazenda, Guido Mantega,oficializou a proposta de emprestar US$ 10 bilhões ao FMI


"Vou blindar a economia"

Entrevista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para a Resvista ISTOÉ

"Vamos emprestar US$ 10 bilhões ao FMI. Ninguém percebeu que teremos poder de veto" Guido Mantega, ministro da Fazenda

ISTOÉ - Pode haver desequilíbrio fiscal no Brasil?

MANTEGA - Não. A situação fiscal do Brasil é a melhor do G-20. Fizemos poupança fiscal e aplicamos mais de 0,5% do PIB no fundo soberano. E diminuímos a nossa dívida. Devemos fechar 2009 com uma relação dívida/PIB de 42%. Na época do Fernando Henrique Cardoso, passava de 60%. Ninguém questiona a política fiscal, tanto que recebemos o selo de grau de investimento da Moody"s. Em 2010, teremos um crescimento maior, de 4% a 5% do PIB. A arrecadação vai se normalizar e vamos equilibrar receita e despesa.

ISTOÉ - As eleições em 2010 podem conturbar o cenário econômico?

MANTEGA - Isso acontecia no passado, quando a economia era muito mais frágil. Hoje, quem tem dinheiro no Brasil está mais tranquilo do que quem tem nos Estados Unidos, na União Europeia.

ISTOÉ - Não há riscos?

MANTEGA - Vou blindar a economia. Essa é minha função. Não farei nenhuma concessão ao político.

Se tiver que fazer corte de gastos, nós o faremos para alcançar a meta de superávit, de 3,3% do PIB. Poderíamos estabelecer uma meta frouxa, como 1%, e dizer: "Vamos torrar o dinheiro." Não é isso que vamos fazer.

ISTOÉ - A oposição vai ter de fazer uma nova Carta aos Brasileiros?

ISTOÉ - Pode haver desequilíbrio fiscal no Brasil?

MANTEGA - Não. A situação fiscal do Brasil é a melhor do G-20. Fizemos poupança fiscal e aplicamos mais de 0,5% do PIB no fundo soberano. E diminuímos a nossa dívida. Devemos fechar

2009 com uma relação dívida/PIB de 42%. Na época do Fernando Henrique Cardoso, passava de 60%. Ninguém questiona a política fiscal, tanto que recebemos o selo de grau de investimento da Moody's. Em 2010, teremos um crescimento maior, de 4% a 5% do PIB. A arrecadação vai se normalizar e vamos equilibrar receita e despesa.

ISTOÉ - As eleições em 2010 podem conturbar o cenário econômico?

MANTEGA - Isso acontecia no passado, quando a economia era muito mais frágil. Hoje, quem tem dinheiro no Brasil está mais tranquilo do que quem tem nos Estados Unidos, na União Europeia.

ISTOÉ - Não há riscos?

MANTEGA - Vou blindar a economia. Essa é minha função. Não farei nenhuma concessão ao político.

Se tiver que fazer corte de gastos, nós o faremos para alcançar a meta de superávit, de 3,3% do PIB. Poderíamos estabelecer uma meta frouxa, como 1%, e dizer: "Vamos torrar o dinheiro." Não é isso que vamos fazer.

ISTOÉ - A oposição vai ter de fazer uma nova Carta aos Brasileiros?

MANTEGA - É, agora são os outros que vão ter que fazer. Em 2001, tivemos de dizer que apoiávamos o empréstimo do FMI. Agora, os que assinarem vão ter de dizer que apoiam o empréstimo do Brasil ao Fundo. Mudou radicalmente.

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