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Entrevistas
22/08/2006
Para Mantega, carga tributária está caindo
Entrevista do
Ministro da Fazenda Guido Mantega à Radiobrás
Por Edla
Lula
Brasília
- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje (22), em entrevista
exclusiva à Radiobrás, que vai cumprir o compromisso firmado por seu
antecessor, Antonio Palocci, de manter a carga tributária nos níveis de
2002.
“Mais
do que manter o compromisso, vou mostrar o resultado desse compromisso. A
partir de 2003, começamos a reduzir alíquotas. O Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) caiu sobre bens de capital, caiu sobre cesta básica,
a Cofins caiu para todos os produtos”, disse o ministro, ao comentar que
entre 2003 e 2006 o governo promoveu desonerações equivalentes a R$ 19
bilhões.
“A
arrecadação não cai porque a economia brasileira está crescendo, está
gerando mais renda e está gerando mais lucro. Está diminuindo a sonegação
e, com isso, estamos arrecadando mais. A promessa está sendo cumprida.
Estamos fazendo desoneração e vamos continuar fazendo”, enfatizou.
Entretanto,
quando indagado se seria possível falar em 24,84% do Produto Interno
Bruto (PIB), mesmo índice verificado entre os impostos de
responsabilidade da União em 2002, Mantega avaliou que a carga não será
inferior a 25% do PIB porque estão entrando no mercado novas empresas,
oriundas da informalidade.
“Como
existe um aumento da formalização do crescimento econômico, esses 25% não
vão cair, mas por causa da formalização. Do ponto de vista de cada
cidadão, de cada empresário, entretanto, a carga individual vai cair”,
garantiu.
Em
2003, o então ministro da Fazenda firmou o que chamou de
"compromisso de ouro" do governo, de, no mínimo, manter a carga
tributária no patamar do ano anterior. Mas alguns setores da economia,
como o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, vêm afirmando
que a carga bruta total (incluindo União, estados e municípios) já
chega a 38% do PIB.
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