Pronunciamentos
13/05/99
Transcrição
da entrevista do ministro da Fazenda, Pedro Malan, à Rádio Eldorado
Sem Revisão
do Autor
Rádio Eldorado
(José Márcio Mendonça) – Bom dia,
Ministro.
Ministro
- Bom dia, José Márcio. - Bom dia,
José Márcio.
Rádio Eldorado
– Ministro, O Banco Central surpreendeu
ontem o mercado, surpreendeu todo mundo que acompanha atentamente a
economia brasileira, determinando uma nova queda da taxa básica de
juros de 29,5% para 27%, há apenas dois dias de uma outra queda, esta
sim, esperada e prevista pelo mercado. O que levou o Banco Central a
tomar esta decisão tão rapidamente assim. Muita gente no mercado está
interpretando isso como uma tentativa do governo de mostrar segurança,
talvez prevendo uma nova crise na Rússia. O senhor concorda com essa
interpretação?
Ministro -
Olha, o Banco Central vem seguindo já uma política instaurada pela
nova gestão do Dr. Armínio Fraga, que tem o meu total e absoluto
apoio nessa política, que é de indicação dessa tendência de baixa
das taxas de juros. Tendência de baixa pode ser ou pode não ser
exercida e o Banco Central a vem exercendo. Para você ter uma idéia,
as taxas já caíram de 45 para 27. 18 pontos de percentagem em pouco
mais de dois meses e nós temos dito que a tendência é uma tendência
de queda, acompanhando a evolução da inflação e a perspectiva da
economia brasileira. Quando o mercado diz que ficou surpreso, ele diz
que estava contando que aquilo viesse na próxima reunião do COPOM e
não exatamente no dia que veio, mas a função do mercado não é
acertar exatamente o dia em que o Banco Central toma decisões. Foi
uma decisão correta, previsível, anunciada previamente pelo Banco em
termos da trajetória declinante da taxa de juros e eu acho que as
coisas estão indo bem nessa área. -
Olha, o Banco Central vem seguindo já uma política instaurada pela
nova gestão do Dr. Armínio Fraga, que tem o meu total e absoluto
apoio nessa política, que é de indicação dessa tendência de baixa
das taxas de juros. Tendência de baixa pode ser ou pode não ser
exercida e o Banco Central a vem exercendo. Para você ter uma idéia,
as taxas já caíram de 45 para 27. 18 pontos de percentagem em pouco
mais de dois meses e nós temos dito que a tendência é uma tendência
de queda, acompanhando a evolução da inflação e a perspectiva da
economia brasileira. Quando o mercado diz que ficou surpreso, ele diz
que estava contando que aquilo viesse na próxima reunião do COPOM e
não exatamente no dia que veio, mas a função do mercado não é
acertar exatamente o dia em que o Banco Central toma decisões. Foi
uma decisão correta, previsível, anunciada previamente pelo Banco em
termos da trajetória declinante da taxa de juros e eu acho que as
coisas estão indo bem nessa área.
Rádio Eldorado
– Ministro Malan, o economista Paul
Krugman, que esteve em São Paulo esta semana, disse que o Brasil
deveria, poderia fazer os juros caírem mais rapidamente ainda do que
está fazendo. O senhor concorda com essa tese. O Brasil pode chegar
antes do fim do ano aos 10% que o senhor andou prevendo?
Ministro
- Não. Primeiro deixe-me dizer: eu quando falei 10% no final desse
ano, falei 10% de juros reais, quer dizer, juros nominais descontada a
inflação. Eu não disse 10% em termos nominais e eu mantenho aqui.
Eu acho que está dentro das nossas possibilidades chegarmos na virada
do ano, 1999 para 2000, com juros reais em torno de 10%, mas sempre
digo, se nós conseguirmos dar continuidade, com persistência e
determinação ao esforço de ajuste fiscal no qual estamos empenhados,
se conseguirmos consolidar esse processo de mudança no regime que
estamos envolvidos no momento. Eu acho que está dentro das
possibilidades. Quanto à observação do Krugman, que é um excelente
economista, um dos mais influentes hoje no mundo, não tenho comentário
específico. Eu estaria preocupado se ele dissesse que os juros teriam
que aumentar ao invés de baixar. Ele diz que a trajetória de queda,
é o que nós dissemos também, eu não vou ficar especulando aqui
sobre qual a intensidade da queda com que cada economista gostaria que
tivesse tendo lugar. Cada cabeça é uma sentença e o Banco Central
aqui, como em qualquer lugar, se reserva o direito de tomar decisões
que lhe pareçam mais apropriadas. Eu acho que vem tomando as decisões
apropriadas e a redução de ontem é mais uma expressão disso. - Não.
Primeiro deixe-me dizer: eu quando falei 10% no final desse ano, falei
10% de juros reais, quer dizer, juros nominais descontada a inflação.
Eu não disse 10% em termos nominais e eu mantenho aqui. Eu acho que
está dentro das nossas possibilidades chegarmos na virada do ano,
1999 para 2000, com juros reais em torno de 10%, mas sempre digo, se nós
conseguirmos dar continuidade, com persistência e determinação ao
esforço de ajuste fiscal no qual estamos empenhados, se conseguirmos
consolidar esse processo de mudança no regime que estamos envolvidos
no momento. Eu acho que está dentro das possibilidades. Quanto à
observação do Krugman, que é um excelente economista, um dos mais
influentes hoje no mundo, não tenho comentário específico. Eu
estaria preocupado se ele dissesse que os juros teriam que aumentar ao
invés de baixar. Ele diz que a trajetória de queda, é o que nós
dissemos também, eu não vou ficar especulando aqui sobre qual a
intensidade da queda com que cada economista gostaria que tivesse
tendo lugar. Cada cabeça é uma sentença e o Banco Central aqui,
como em qualquer lugar, se reserva o direito de tomar decisões que
lhe pareçam mais apropriadas. Eu acho que vem tomando as decisões
apropriadas e a redução de ontem é mais uma expressão disso.
Rádio Eldorado
– Ministro, o senhor se referiu, agora
na resposta, à possibilidade dos juros continuarem caindo desde que
se prossiga nesse ajuste fiscal que está sendo feito. Não há riscos
externos que podem levar o Banco Central a ser obrigado, o ministério
da Fazenda, o governo, ser obrigado a estancar, por exemplo, o
movimento dos juros. Este problema político que começou na Rússia e
que pode rapidamente virar um problema econômico não preocupa?
Ministro
- Olha, nós vivemos num mundo cheio de peripécias, de dificuldades,
de riscos e já vivemos experiências no passado com a crise mexicana,
a crise asiática, a crise russa do ano passado e, portanto, o ofício
do futuro é ser incerto. É possível que surjam questões e turbulências
derivadas do contexto internacional. Mas, eu vou dizer com franqueza,
as dificuldades maiores que nós temos são derivadas das nossas próprias
dificuldades em encaminhar soluções definitivas e duradouras para os
nossos próprios problemas. É aqui dentro, é dentro do Brasil, que
as batalhas fundamentais são ganhas, são perdidas. Nós esperamos
ganhá-las. Mas elas envolvem enfrentar os problemas da previdência
social, enfrentar o problema da reforma tributária, dar continuidade
a esse ajuste fiscal em que estamos empenhados, em que cumprimos o que
dissemos que íamos fazer em 31 de dezembro, em 31 de março, o que
dissemos que íamos fazer em 8 de setembro do ano passado. É preciso
dar continuidade a isso, dar continuidade às reformas. Ontem o Senado
Federal fez algo importante que foi aprovar a desregulamentação,
tirar da Constituição e abrir o espaço para regulamentação do
artigo 192, que vai nos permitir tratar através de legislações e não
de uma legislação, de seguros, valores mobiliários, e instituições
fiscalizadas e autorizadas a funcionar pelo Banco Central foi um
grande passo que poucos pautaram, mas, o que eu queria dizer,
estou falando demais aqui, as coisas fundamentais estão aqui,
internamente, dependem de nós. Nosso futuro está em nossas mãos
como, aliás, sempre esteve. E turbulências externas existiram e
continuarão a existir e temos que lidar com elas. Mas as coisas
fundamentais estão aqui dentro. -
Olha, nós vivemos num mundo cheio de peripécias, de dificuldades, de
riscos e já vivemos experiências no passado com a crise mexicana, a
crise asiática, a crise russa do ano passado e, portanto, o ofício
do futuro é ser incerto. É possível que surjam questões e turbulências
derivadas do contexto internacional. Mas, eu vou dizer com franqueza,
as dificuldades maiores que nós temos são derivadas das nossas próprias
dificuldades em encaminhar soluções definitivas e duradouras para os
nossos próprios problemas. É aqui dentro, é dentro do Brasil, que
as batalhas fundamentais são ganhas, são perdidas. Nós esperamos
ganhá-las. Mas elas envolvem enfrentar os problemas da previdência
social, enfrentar o problema da reforma tributária, dar continuidade
a esse ajuste fiscal em que estamos empenhados, em que cumprimos o que
dissemos que íamos fazer em 31 de dezembro, em 31 de março, o que
dissemos que íamos fazer em 8 de setembro do ano passado. É preciso
dar continuidade a isso, dar continuidade às reformas. Ontem o Senado
Federal fez algo importante que foi aprovar a desregulamentação,
tirar da Constituição e abrir o espaço para regulamentação do
artigo 192, que vai nos permitir tratar através de legislações e não
de uma legislação, de seguros, valores mobiliários, e instituições
fiscalizadas e autorizadas a funcionar pelo Banco Central foi um
grande passo que poucos pautaram, mas, o que eu queria dizer,
estou falando demais aqui, as coisas fundamentais estão aqui,
internamente, dependem de nós. Nosso futuro está em nossas mãos
como, aliás, sempre esteve. E turbulências externas existiram e
continuarão a existir e temos que lidar com elas. Mas as coisas
fundamentais estão aqui dentro.
Rádio Eldorado
– Ministro Malan, vamos falar agora de
CPI. O presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães,
voltou a afirmar ontem que o senhor poderá ser convidado a depor na
CPI, ou seja, o discurso da convocação que já foi afastada do
ministro, agora mudou para um convite. Recebendo esse convite, o
senhor está à disposição da CPI a qualquer momento?
Ministro
- Bom, eu vou reiterar aqui. Eu já perdi de vista o número de vezes
que disse isso. Chamemo-lo de convite, chamemo-lo de convocação, se
chamado for à CPI, irei e é o que eu tenho dito desde o início.
Estarei à disposição. - Bom, eu
vou reiterar aqui. Eu já perdi de vista o número de vezes que disse
isso. Chamemo-lo de convite, chamemo-lo de convocação, se chamado
for à CPI, irei e é o que eu tenho dito desde o início. Estarei à
disposição.
Rádio Eldorado
– Ministro Malan, o ex-presidente-interino
do Banco Central, Demosthenes Madureira de Pinho , fez um
depoimento na terça-feira na CPI e confirmou que o senhor já havia
afirmado várias vezes, até com muita veemência e com alguma irritação,
que o senhor não foi comunicado no momento certo ou antes de que
fosse realizada a operação de ajuda ao Marka e a operações que
fossem realizadas, nessas duas operações de ajuda ao Marka e ao
FonteCindam. Parece que Demosthenes convenceu boa parte da sociedade
brasileira disso. Agora, pergunto ao senhor: é uma dúvida que hoje
as pessoas têm. Porque o senhor não foi comunicado de uma operação
tão importante na hora, digamos, certa?
Ministro
- Olha, a pergunta não deve ser dirigida a mim. Inclusive no
depoimento que prestou à Comissão Parlamentar de Inquérito, O Dr.
Demosthenes disse que a operação estava dentro da esfera de competência
do Banco Central e que o seu presidente, aparentemente, teria chegado
à conclusão de que não era o caso de apresentar a questão,
consultar ou buscar a opinião e aprovação do ministro da Fazenda,
mesmo porque ela não era necessária do ponto de vista legal. A operação
foi legal e estava dentro da esfera de competência do Banco Central.
Agora porque o presidente do Banco Central não apresentou ao ministro
da Fazenda, é uma pergunta que não deve ser dirigida a mim. Eu quero
aproveitar para reiterar aqui: estão mentindo de maneira irresponsável
aqueles que procuram com base em capacidades de imaginar coisas
continuar insistindo de que eu deveria saber da operação e eu
deveria ter sabido, e é mentira, eu não fui informado da operação.
- Olha, a pergunta não deve ser dirigida
a mim. Inclusive no depoimento que prestou à Comissão Parlamentar de
Inquérito, O Dr. Demosthenes disse que a operação estava dentro da
esfera de competência do Banco Central e que o seu presidente,
aparentemente, teria chegado à conclusão de que não era o caso de
apresentar a questão, consultar ou buscar a opinião e aprovação do
ministro da Fazenda, mesmo porque ela não era necessária do ponto de
vista legal. A operação foi legal e estava dentro da esfera de
competência do Banco Central. Agora porque o presidente do Banco
Central não apresentou ao ministro da Fazenda, é uma pergunta que não
deve ser dirigida a mim. Eu quero aproveitar para reiterar aqui: estão
mentindo de maneira irresponsável aqueles que procuram com base em
capacidades de imaginar coisas continuar insistindo de que eu deveria
saber da operação e eu deveria ter sabido, e é mentira, eu não fui
informado da operação.
Rádio Eldorado
– Ministro Pedro Malan, nesse seu
depoimento ao Congresso, Dr. Demosthenes Madureira de Pinho traçou um
quadro dramático daqueles dias dizendo que o Brasil esteve a ponto de
quebrar. Algumas pessoas intuíram muito isso mas a maioria da
sociedade não achava que isso estaria acontecendo. O senhor concorda
com aquele dramático quadro pintando pelo Dr. Madureira. Estivemos
mesmo às portas de uma quebradeira ou ele foi excessivamente ator naquele
momento?
Ministro
- Bom, eu não quero fazer jogo de palavras aqui, mas o sentido geral
do que disse o diretor Demosthenes é absolutamente correto. Nós
estivemos numa situação como essa, dramática, após as semanas que
se seguiram à moratória russa, no mês de setembro, por exemplo, do
ano passado, e não só nós e um número enorme de outros países em
desenvolvimento e lembre que foi o momento de maior tensão no mundo
desenvolvido, inclusive. Saiu agora, no dia 30 de abril, um relatório
cuja leitura eu recomendo a todos, que mostra a situação de profunda
preocupação nos Estados Unidos e nos principais países, quando
houve aquela falência do Long Term Capital Management Fund, aquele
grande Hedge Fund, que exigiu uma enorme atenção e a produção de
um relatório que só saiu agora, contando, e fica claro lá, o pânico
que assaltou as autoridades norte-americanas com as implicações de
uma crise maior caso aquele assunto não fosse resolvido naquele
momento. Nós conseguimos começar a sair dessa situação com medidas
corajosas aqui nossas, o Programa de Estabilidade Fiscal, e com o
apoio internacional que é sem precedentes, devo dizer: o que nós
conseguimos lá em setembro, outubro, com o apoio das três instituições
multilaterais de Washington e mais de 20 países industrializados,
operando através de bancos centrais, numa operação de 41,5 bilhões
de dólares não tem precedentes. Nós conseguimos isso por conta da
importância, o peso do Brasil, mas também por conta da preocupação
com a situação internacional. A situação estava começando a
melhorar em novembro, aí tivemos uma seqüência de derrotas aqui no
Brasil, que eu já mencionei várias vezes, no mês de dezembro
declarações de moratórias, essa mudança de guarda do Banco Central
e o Dr. Demosthenes tem razão. Ficou claro para mim, no final de
dezembro, início de janeiro, que esse apoio ao Brasil, a confiança,
a credibilidade no Brasil externa, estava se esvaindo rapidamente,
estava em vias de praticamente desaparecer naquele momento, pra não
falar das dúvidas e incertezas que prevaleciam aqui internamente,
independentemente do apoio internacional. Nesse sentido, eu acho que o
quadro que ele pintou, eu não quero aqui falar sobre escolhas de
palavras, no sentido geral, é um quadro correto. A situação era uma
situação extremamente preocupante naquele momento para quem
observava a interação entre a situação doméstica, a situação
internacional. - Bom, eu não quero
fazer jogo de palavras aqui, mas o sentido geral do que disse o
diretor Demosthenes é absolutamente correto. Nós estivemos numa
situação como essa, dramática, após as semanas que se seguiram à
moratória russa, no mês de setembro, por exemplo, do ano passado, e
não só nós e um número enorme de outros países em desenvolvimento
e lembre que foi o momento de maior tensão no mundo desenvolvido,
inclusive. Saiu agora, no dia 30 de abril, um relatório cuja leitura
eu recomendo a todos, que mostra a situação de profunda preocupação
nos Estados Unidos e nos principais países, quando houve aquela falência
do Long Term Capital Management Fund, aquele grande Hedge Fund, que
exigiu uma enorme atenção e a produção de um relatório que só
saiu agora, contando, e fica claro lá, o pânico que assaltou as
autoridades norte-americanas com as implicações de uma crise maior
caso aquele assunto não fosse resolvido naquele momento. Nós
conseguimos começar a sair dessa situação com medidas corajosas
aqui nossas, o Programa de Estabilidade Fiscal, e com o apoio
internacional que é sem precedentes, devo dizer: o que nós
conseguimos lá em setembro, outubro, com o apoio das três instituições
multilaterais de Washington e mais de 20 países industrializados,
operando através de bancos centrais, numa operação de 41,5 bilhões
de dólares não tem precedentes. Nós conseguimos isso por conta da
importância, o peso do Brasil, mas também por conta da preocupação
com a situação internacional. A situação estava começando a
melhorar em novembro, aí tivemos uma seqüência de derrotas aqui no
Brasil, que eu já mencionei várias vezes, no mês de dezembro
declarações de moratórias, essa mudança de guarda do Banco Central
e o Dr. Demosthenes tem razão. Ficou claro para mim, no final de
dezembro, início de janeiro, que esse apoio ao Brasil, a confiança,
a credibilidade no Brasil externa, estava se esvaindo rapidamente,
estava em vias de praticamente desaparecer naquele momento, pra não
falar das dúvidas e incertezas que prevaleciam aqui internamente,
independentemente do apoio internacional. Nesse sentido, eu acho que o
quadro que ele pintou, eu não quero aqui falar sobre escolhas de
palavras, no sentido geral, é um quadro correto. A situação era uma
situação extremamente preocupante naquele momento para quem
observava a interação entre a situação doméstica, a situação
internacional.
Rádio Eldorado –
O jornal Eldorado entrevistou direto de Brasília o ministro da
Fazenda Pedro Malan. Ministro, Bom dia e obrigado mais uma vez por
suas informações.
Ministro
- Bom dia, muito obrigado a você e a todos os ouvintes. - Bom dia,
muito obrigado a você e a todos os ouvintes.
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