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Apresentação
Os últimos dados divulgados sobre a atividade econômica brasileira reafirmam que o Brasil entrou na
crise com uma economia forte e saiu dela mais forte ainda. A maioria dos países está saindo da crise com baixa
taxa de crescimento e desequilíbrios macroeconômicos, principalmente no campo fiscal. Já podemos afirmar
que o Brasil cresceu cerca de 8% no 3º trimestre de 2009, em termos anualizados. Tal previsão é alimentada
por todos os números relacionados à atividade econômica: é recorde o número de licenciamento de veículos,
criação de mais de 1 milhão de postos de trabalho formais até outubro de 2009, crescimento da concessão de
crédito, crescimento do setor de serviços e vendas no varejo em patamar de 5% ao ano.
A retomada do novo ciclo de crescimento, que se dará em patamares superiores ao anterior, terá como
pano de fundo perspectivas de investimentos, crescimento do mercado doméstico e produção de commodities.
Não há oportunidades de investimentos similares com tão alto retorno. O País contará com um grande e
diversificado programa de investimentos: o programa “Minha Casa Minha Vida” no setor de construção civil, a
Copa do Mundo em 2014, as Olimpíadas em 2016 que demandam novos investimentos em infra-estrutura e
as novas reservas de petróleo no Pré-Sal que promoverão o crescimento de setores de energia e outros.
A adoção do IOF de 2% no fluxo de entrada de capitais externos para investimento em renda fixa e
ações reduz apenas marginalmente o retorno dos investimentos de longo prazo, objetivando apenas reduzir os
incentivos para as transações de curto prazo e evitando uma sobrevalorização do Real.
Com esta nova realidade, as apostas agora estão em torno do momento certo em que o Brasil se tornará
a quinta economia do mundo, pois já é fato que isso acontecerá.
Guido Mantega
Ministro da Fazenda
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