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Greve dos caminhoneiros impacta a economia em cerca de R$ 15,9 bilhões

Contas Públicas

Valor representa aproximadamente 0,2 % do Produto Interno Bruto esperado para 2018
publicado: 14/06/2018 17h22 última modificação: 14/06/2018 17h41

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda realizou um estudo para avaliar o impacto que a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida por cerca de dez dias no mês de maio, causou na economia do país. O estudo aponta para um impacto negativo de cerca de 15,9 bilhões, aproximadamente 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o Secretário de Política Econômica, Fábio Kanczuk, o setor da indústria foi o mais impactado pela paralisação dos caminhoneiros. "A indústria acabou sofrendo mais, pois é mais dependente do setor de transporte". Segundo ele a recuperação vai variar de acordo com a capacidade e o potencial de reposição de cada empresa. "A indústria automotiva por exemplo deve recuperar esse prejuízo em torno de dois a três meses, com a intensificação do ritmo produtivo".

Já para alguns setores, como o setor alimentício, houve perda definitiva, sem capacidade de recuperação. "De fato alguns setores, pela especificidade do produto, como o leite, irão absorver a perda permanente, mas em compensação alguns setores como moradia, aluguel, administração pública, não foram impactados, por isso esse valor de R$15,9 bilhões já considera todos esses fatores", destacou.

Metodologia

Para chegar ao valor de R$ 15,9 bilhões (média) de impacto a equipe da SPE utilizou três metodologias: a paralisação do setor de transporte e o impacto dele em outros setores, monitorando a transmissão de efeitos, a avaliação do consumo de energia diário durante a crise e um estudo histórico da greve dos caminhoneiros de 1999, uma greve que durou cinco dias.

Sobre o consumo de energia o secretário Kanczuk explicou "Com os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do consumo diário de maio nós pudemos verificar a queda do consumo de energia durante a greve. Como sabemos a relação de consumo de energia e o PIB conseguimos verificar o efeito na economia.

A última metodologia foi avaliar a greve desta categoria ocorrida em julho de 1999, que durou uma semana.  A equipe econômica avaliou o custo na época e transmitiu para os dias de hoje ajustando para o fato dessa ter tido o dobro de duração.


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