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Economia Comportamental pode gerar ações mais eficientes e efetivas

Frente de Planejamento Estratégico

Tema foi destaque em palestra do diretor-geral da Esaf, Fernando Meneguin
publicado: 14/12/2018 16h57 última modificação: 21/12/2018 12h15

O diretor-geral da Esaf, Fernando Meneguin, realizou palestra no dia 13 de dezembro no auditório do Ministério da Fazenda sobre Economia Comportamental e sua aplicação às políticas públicas. Meneguin abordou o desafio dos gestores públicos em incorporar tais conceitos relativamente recentes na elaboração de políticas públicas.

O palestrante afirmou que o sucesso de qualquer atuação governamental depende de como as ações escolhidas influenciarão ou moldarão o comportamento dos cidadãos. Destacou que a teoria econômica tradicional considera que os agentes irão maximizar seus resultados e têm preferências comportamentais bem comportadas.

Em contraponto a essa visão tradicional, a Economia Comportamental considera que em muitos momentos as pessoas se comportam com racionalidade limitada, porque não olham o mundo de forma integral, analisam de forma parcial e criam atalhos de decisão, denominados de heurísticas. São vieses que funcionam com leigos e experts.

Meneguin citou, ainda, vários exemplos das chamadas “heurísticas” que estão no contexto da Economia Comportamental. Um deles refere-se a maior influência nas decisões de eventos que são mais fáceis de imaginar ou lembrar, o que explica o fato das pessoas tenderem a superestimar a probabilidade de eventos recentes, como o medo de viajar de avião após um acidente ocorrido ou o aumento da procura por seguro depois de um terremoto.

O palestrante destacou ainda vários exemplos de como a Economia Comportamental pode contribuir nas políticas públicas, fornecendo novas ferramentas para se atingir os objetivos governamentais com menos custos ou menos efeitos colaterais.

Fonte: Esaf