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Combate à crise permitirá a volta do crescimento no 1º trimestre e a retomada do emprego, diz Meirelles

Ministro destacou a importância das reformas e o elevado interesse pelo Brasil no Fórum Econômico Mundial
publicado: 17/01/2017 10h32 última modificação: 18/01/2017 16h30

As medidas colocadas em prática no Brasil para combater a crise vão permitir a volta do crescimento já no primeiro trimestre deste ano, bem como a gradativa redução da taxa de desemprego no país, disse nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em sua décima ida ao Fórum Econômico Mundial – a nona como integrante do governo – o ministro afirmou que o país já mostra sinais de retomada e desperta elevado interesse dos estrangeiros.

“A realidade é que esta recessão foi causada por uma série de erros macroeconômicos que ocorreram nos últimos anos e que herdamos. Estamos enfrentando isso da maneira mais forte, rápida e dura possível”, disse ele. “O desemprego no Brasil está alto, de fato. E qual é a solução? A solução é fazer exatamente o que nós estamos fazendo”, acrescentou.

Meirelles destacou que a questão fiscal, principal razão da crise, está sendo enfrentada por meio da aprovação da PEC que limita os gastos públicos e do encaminhamento da reforma da Previdência, já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A inflação, por sua vez, está sendo combatida com vigor e está caindo, o que permitiu ao Banco Central reduzir a taxa de juros, enquanto as medidas microeconômicas vão aumentar a produtividade da economia.

“Tudo isso vai impulsionar o crescimento”, afirmou Meirelles. Segundo ele, o PIB poderá voltar ao campo positivo já no primeiro trimestre deste ano. “Temos certeza de que quando os números do primeiro trimestre forem divulgados, nós já vamos claramente ver crescimento.” O ritmo de expansão, prevê, vai se acelerar até chegar a 2% no quarto trimestre em comparação com o quarto trimestre de 2016. “A partir daí a recuperação do emprego vem como consequência da recuperação da atividade econômica”, explicou ele.  

Meirelles comentou que as reformas estão sendo muito bem avaliadas e que existe, no Fórum, uma expectativa extramente positiva e um grande interesse sobre o Brasil. “Estamos com dificuldade até de acomodar todos os pedidos na agenda. Há um número enorme de pedidos ainda que possivelmente não teremos condições de atender, porque o dia só tem 24 horas”, comentou o ministro.

Segundo ele, somente hoje já foram feitos diversos contatos informais e dois contatos formais de instituições de alcance global. Esse interesse no país, acrescentou, contrasta com os sinais de preocupação com questões enfrentadas pelas nações mais ricas, como o nacionalismo, o radicalismo, o Brexit, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e a ajuda aos bancos na Itália.

O ministro apontou também que a taxa de aprovação de projetos do Executivo pelo Congresso neste governo é sensivelmente superior à dos governos anteriores, o que é visto como sinal de estabilidade política. “É isso que, em última análise, as pessoas estão olhando”, afirmou ele.

Outro ponto abordado na entrevista foi o ajuste fiscal que está sendo acordado entre a União e o Rio de Janeiro. “Esperamos terminar esse processo todo até o dia 23, segunda-feira”, afirmou Meirelles. “Se outros Estados tiverem a mesma necessidade do Rio de Janeiro e estiverem dispostos a fazer o mesmo tipo de ajuste, certamente poderemos fazer um acordo”, acrescentou.


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