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Brasil desperta interesse de investidores e empresários em Davos, diz Meirelles

Agenda microeconômica impressiona e projetos de longo prazo, como PEC do Teto e reforma da Previdência, elevam disposição em investir no país, de acordo com o ministro
publicado: 17/01/2017 15h45 última modificação: 05/06/2017 16h31

O sentimento entre investidores e empresários presentes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, com relação ao Brasil é bastante positivo, e o país desperta o interesse da comunidade internacional em diversos aspectos, comentou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“Eu acho que existe mais disposição em investir no Brasil. Os investidores prestaram muita atenção em algumas questões básicas. Primeiro, a previsão de que o país já está crescendo neste trimestre”, disse o ministro, em conversa com jornalistas. “E, além do mais, ficaram muito impressionados com a longa lista de medidas microeconômicas”, acrescentou ele.

O Programa de Regularização Tributária (PRT), que já está em vigor desde a publicação da Medida Provisória nº 766 no último dia 5 de janeiro, integra esse conjunto de medidas esignifica uma ajuda importante para tirar da crise empresas com dívidas ou prejuízos elevados, destacou Meirelles. Isso sem as desvantagens de um Refis tradicional. “O que [o programa] não faz é dar incentivo para que as pessoas atrasem impostos e depois paguem com desconto, em detrimento daqueles que estão pagando em dia. Este é o ponto”, afirmou.  

Meirelles apontou ainda que medidas como a PEC do teto de gastos, já aprovada, a reforma da Previdência e a reestruturação das dívidas estaduais também estão sendo vistas de maneira muito favorável, já que são projetos com visão de longo prazo. “Em resumo, há uma longa lista de trabalho sendo feito e que impressionou investidores e empresários aqui”, afirmou ele.

REFORMAS

Também tem chamado a atenção da comunidade internacional, segundo o ministro, a taxa de aprovação de projetos do Executivo enviados ao Congresso, bastante superior à dos últimos governos. “Isto é, o Brasil está sendo capaz de enfrentar reformas profundas, difíceis, pela primeira vez em décadas”, disse Meirelles.

O ministro avaliou que a elevação da taxa de juros nos Estados Unidos faz parte de um processo natural e esperado de normalização da política monetária americana. Ele reconheceu que há uma tendência, por um lado, de fortalecimento do dólar nos mercados mundiais, mas que, por outro, o real se beneficia da diminuição do risco Brasil e de uma gradativa e consistente recuperação dos preços das commodities.


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