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Arrecadação reduz ritmo de queda e encerra 2016 em R$ 1,289 trilhão

Arrecadação

Receita afirma que tendência de melhora deve continuar em 2017, em meio aos sinais de recuperação da economia
publicado: 27/01/2017 15h51 última modificação: 30/01/2017 11h29
Exibir carrossel de imagens Guilherme Henrique/RFB

A arrecadação tributária brasileira encerrou o ano de 2016 em trajetória positiva, de diminuição do ritmo de queda, e essa tendência deve prosseguir em 2017 à medida que a atividade econômica melhora. A avaliação foi feita pelo chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, ao comentar nesta sexta-feira (27/01) o resultado do ano passado.

A arrecadação total vinha caindo mais de 7%, em termos reais, até setembro do ano passado, quando considerados os volumes acumulados no ano em comparação com iguais intervalos de 2015. O montante acumulado de janeiro a outubro de 2016, no entanto, apresentou uma queda bem menor, de 3,46%, frente a igual intervalo de 2015. Essa queda depois diminuiu ainda mais, para 3,16% em novembro, até encerrar em 2,97% nos 12 meses terminados em dezembro.

“Terminamos 2016 com uma trajetória ainda negativa, mas ascendente. Verificando os resultados dos últimos meses, novembro e dezembro, tivemos uma variação nominal positiva. Isso foi verificado como uma sinalização bastante favorável neste finalzinho de ano”, disse  o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros.

Malaquias ponderou que ainda é cedo para traçar uma projeção mais precisa para 2017, mas afirmou que é com essa trajetória positiva para as receitas que o ano está começando. “Para 2017, o movimento da arrecadação deve continuar em linha com o desempenho da economia”, disse.  

Há sinais de recuperação da confiança e de redução do endividamento das famílias, apontou ele. “Com o nível de emprego se recuperando, os postos de trabalho voltando ao patamar anterior, mostrando uma trajetória de recuperação, isso certamente afetará positivamente a arrecadação dos tributos federais”, acrescentou.   

Balanço

A arrecadação total das receitas federais atingiu R$ 127,607 bilhões em dezembro de 2016, o que representa uma queda em termos reais, corrigidos pelo IPCA, de 1,19% na comparação com igual mês de 2015. Em todo o ano passado, a arrecadação foi de R$ 1,289 trilhão, uma redução real de 2,97% na comparação com 2015. Em termos nominais, houve crescimento de 5,02% em dezembro e de 5,60% no ano.

As receitas administradas pela RFB somaram R$ 125,801 bilhões em dezembro, uma queda real de 0,92% ante igual mês de 2015. Em 2016, o valor atingiu R$ 1,265 trilhão, uma redução real de 2,38% ante o acumulado no ano anterior. Em termos nominais houve aumento de 5,31% no mês e de 6,23% no ano.  

Sobre o resultado de 2016, Malaquias destacou que o regime de regularização de ativos no exterior, o Rerct, contribuiu favoravelmente com R$ 47 bilhões para a arrecadação. Houve também um ganho de cerca de R$ 15 bilhões em comparação com 2015 advindo da redução de desonerações. “Esses fatores contribuíram significativamente para o desempenho da arrecadação em 2016”, afirmou o chefe da RFB.

Acesse aqui a apresentação sobre a Análise de Arrecadação (link externo - PDF 659 KB)

Assista a entrevista do chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros , Claudemir Malaquias.

Receita comenta resultado da arrecadação federal de 2016.