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Governo prepara novas medidas para aumentar produtividade da economia

Ministério da Fazenda

Em São Paulo, Meirelles diz que país deverá entrar em rota de crescimento sustentável no decorrer no ano
publicado: 01/02/2017 20h22 última modificação: 07/02/2017 16h30

 O governo deve anunciar na próxima semana um novo grupo de medidas microeconômicas visando aumentar a produtividade da economia, informou nesta quarta-feira (01/02), em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.  Entre as iniciativas, citou a reformulação da Lei de Recuperação Judicial e ações que visam reforçar os mecanismos de garantia para operações de crédito.

São medidas adicionais às que foram anunciadas no final do ano passado” disse o ministro em conversa com jornalistas pouco antes de proferir palestra no encerramento do Latin America Investment Conference 2017, evento organizado pelo banco Credit Suisse.

Segundo Meirelles, esse novo conjunto de reformas microeconômicas está sendo estudado nesta semana pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e pelo Banco Central.

“O governo continua trabalhando forte; a equipe econômica continua trabalhando duro. Entramos em 2017 com a mesma disposição e ânimo para resolver os problemas fundamentais do Brasil e colocar o país para crescer a taxas mais elevadas nos próximos anos”,  enfatizou o ministro.

Meirelles ressaltou tratar-se de um conjunto intenso e constante de medidas para tirar o Brasil da crise. Na visão do ministro, isto já está acontecendo e apontou que alguns segmentos estão reagindo e começaram a crescer em dezembro, entre os quais, automóveis, transporte pesado e produção de papelão para embalagens - que mostra o efeito da produção industrial.

“Tudo isso já estava anunciado. Era um antecedente indicando que a produção industrial tinha crescido. De fato a produção industrial cresceu em dezembro, o que indica que o país já está num processo de retomada”, observou.

Crescimento

Para Henrique Meirelles, a retomada da atividade ocorrerá de forma moderada no primeiro trimestre e gradualmente, no decorrer no ano, o Brasil deverá entrar numa rota de crescimento sustentado e sustentável.

“Isso significa o seguinte: é importante que nós possamos nos livrar de uma vez por todas desse padrão voo de galinha. O Brasil crescer alguns anos, depois cai o crescimento e entra numa recessão. Não. Temos que entrar numa rota de crescimento estável”, enfatizou.

Ele reafirmou que, segundo as previsões atuais, comparando-se o último trimestre de 2016 com o último trimestre de 2017, o país terá um crescimento de 2%. “Isso é que configura uma trajetória de recuperação”.

O ministro ponderou que a média de crescimento é bem menor porque a economia cai e começa a crescer de uma base baixa– queda desde o final de 2014. Mas considerou ser primordial que, de fato, o Brasil vai crescer esse ano.

“O importante é que é uma taxa de crescimento forte para quem sai de uma recessão, sobre o último trimestre, de 2%. O importante é que entramos numa taxa de crescimento sustentável e esperamos que de fato possa ser complementada pelas medidas microeconômicas para aumentar essa taxa”, reforçou.

Inflação

Questionado sobre possíveis mudanças na projeção da meta de inflação no médio prazo, o ministro da Fazenda disse não haver dúvida de que a tendência da inflação no Brasil,  um prazo maior, é de queda. “Primeiro porque o Banco Central está fazendo um excelente trabalho e segundo porque uma das causas fundamentais da inflação, a expansão fiscal, está sendo resolvido”, afirmou Meirelles.

Ele acrescentou que também estão sendo endereçadas as questões relacionadas à segurança jurídica de diversas atividades econômicas e à eficiência da produtividade da economia. “Tudo isso faz com que a tendência a longo prazo seja uma queda da taxa de juros estrutural da economia e também uma queda da inflação. O Brasil está caminhando para a normalidade”, declarou.

Relacionamento com o Banco Central

O ministro também apontou que  estão em estudo medidas para simplificar e tornar mais racional e eficaz o relacionamento entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central no que diz respeito ao financiamento dos títulos públicos e à destinação dos resultados da autoridade monetária.

“Existe um ponto de vista específico disso que é a possibilidade de o Banco Central fazer captações mais eficazes e de instrumentos mais objetivos no mercado”,  disse o ministro quando questionado sobre possibilidade de o governo aumentar as reservas remuneradas para diminuir as operações compromissadas.

“É uma proposta viável. Um trabalho conjunto do Banco Central e do Tesouro Nacional. Estamos estudando ainda os detalhes”, acrescentou.


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