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Governo fará revisão do PIB em março, diz Meirelles

Segundo o ministro, dados estão sendo consolidados e já apontam inflexão positiva na economia brasileira
publicado: 09/02/2017 14h43 última modificação: 09/02/2017 16h13

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (09/02), após participar do evento CAIXA 2017, em Brasília, que o governo fará nova revisão do PIB em março, conforme previsto na legislação. Ele esclareceu que existe uma série de dados novos da economia dos meses de dezembro e janeiro que precisam ser consolidados antes do governo anunciar nova previsão.

Meirelles exemplificou que o mês de dezembro registrou recuperação da produção e de itens que são bons indicadores de atividade futura, como papelão ondulado e pedágio de carga pesada nas estradas, além do aumento do consumo de energia. 

“Está havendo uma série de mudanças importantes, uma inflexão positiva na economia brasileira. Acreditamos que nós devemos deixar isso consolidar-se para, aí sim, analisar o crescimento do PIB”, declarou o ministro.

O ministro ainda disse considerar como previsão mais importante a de que o crescimento  da economia no final de 2017 comparado com o final de 2016 será de 2%.

“Isto é, comparando PIB do final de 2017 com PIB do final de 2016, teremos um crescimento de 2% durante o correr do ano. É muito importante isso porque elimina o efeito estatístico de estarmos saindo de uma base baixa. Portanto o país já está numa trajetória de crescimento e vai crescer bem esse ano”, comentou.

Arrecadação

Questionado sobre corte no orçamento deste exercício, Henrique Meirelles afirmou que para definir o contingenciamento existem questões relacionadas à arrecadação que precisam ser avaliadas, como o novo programa de repatriação que está em votação no Congresso. Para ele, existe chance de ser aprovado, mas adiantou que o governo tem uma previsão conservadora.

“É bom notar que a arrecadação do governo federal no programa do ano passado foi de R$ 23 bilhões. Então vamos aguardar como isso vai se desenrolar”, observou.

Citou, em seguida, a regulamentação do Programa de Regularização Tributária (PRT) também como fonte de aumento da receita para este ano. “É um programa que tem alguns meses para as companhias fazerem a sua regularização. Teremos uma noção também clara mais disso dentro de 90 dias”, completou.

Meirelles ainda destacou o impacto positivo  do crescimento econômico na arrecadação. “Um dado importante é que o quando o PIB cai,como caiu o ano passado, a arrecadação cai mais; quando o PIB sobe, historicamente isso é bem demonstrado, a arrecadação sobe mais que o PIB. Em resumo, cai o PIB arrecadação cai mais. Sob o PIB a arrecadação sobe mais”, concluiu.

Rio de Janeiro

O ministro ainda comentou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro de cassar a chapa do governador Luiz Fernando Pezão e do vice Francisco Dornelles e seu impacto no acordo firmado para implementação do plano de recuperação fiscal do Estado. Para Meirelles, o acordo é superior às pessoas.

“O Rio de Janeiro tem um governador em exercício e terá um governador no futuro. O fato é que o governador Pezão está no cargo, está trabalhando normalmente e o acordo é superior às pessoas. O acordo é um acordo entre a União o Estado do Rio de Janeiro”, salientou.

Questionado sobre a possibilidade de antecipação dos termos do acordo por decisão do Supremo Tribunal Federal, Meirelles considerou ser importante, caso a Corte decida por antecipar, que seja integralmente.

“Não só o acordo no que diz respeito à possibilidade do Rio de Janeiro tomar empréstimo, mas também todas as medidas de aumento de receitas e diminuição de despesas e o Estado fechar as contas do ano de 2017 e dos anos seguintes”.


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