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Meirelles: PEC 241 não é corte, mas projeto gradual para limitar gastos

Gastos Públicos

Em Nova York, ministro diz que crescimento descontrolado das despesas seria insustentável
publicado: 21/09/2016 19h33 última modificação: 26/09/2016 10h47
Divulgação

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (21/09), em Nova York, que a aprovação das reformas propostas pelo governo, se aprovadas pelo Congresso Nacional, serão capazes de promover a retomada do crescimento da economia e resgatar a confiança no país. 

Após participar de reunião com empresários e investidores promovida pelo Conselho das Américas, o ministro ressaltou que a proposta de limitação do crescimento dos gastos é crucial nesse processo. 

“O problema maior da economia brasileira diz respeito, em primeiro lugar, ao crescimento exponencial e aparentemente sem controle das despesas públicas. Então, a proposta de limitação dos gastos públicos é fundamental nesse aspecto”, reforçou em entrevista coletiva à imprensa.  

O ministro esclareceu que a PEC 241, envida ao Congresso, não implica em corte de despesas. Disse tratar-se de um projeto gradual de limitação de crescimento de gastos públicos que, caso continuasse, não seria financiável pela sociedade. “O que nós estamos adotando e propondo é algo completamente diferente de cortes pontuais e que não são sustentáveis, que foi o que já se tentou no Brasil e não funcionou”,  enfatizou. 

Segundo o ministro, quando o governo enfrenta o problema do descontrole dos gastos, há um ganho de confiança na capacidade do governo de promover o ajuste fiscal.  “Nós estamos endereçando um aspecto fundamental da presente recessão do Brasil, que é a queda de confiança em função de uma percepção de descontrole de gastos públicos e de crise fiscal no futuro. No momento em que se endereça isso, a recuperação da economia começa já a ser bastante clara e transparente”. 

Além da proposta do governo de limitar o aumento das despesas, Henrique Meirelles citou a reforma da Previdência e a melhoria da governança das estatais e dos fundos de pensão como essenciais para garantir a estabilização da economia.



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Confira a íntegra da entrevista e o vídeo.