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Tesouro revisa limites de referência definidos pelo Plano Anual de Financiamento

PAF 2016

Por causa da melhora do mercado, sobe parcela de prefixados e diminui a de títulos a taxas flutuantes na composição da dívida
publicado: 25/10/2016 16h56 última modificação: 31/10/2016 14h20
Gustavo Raniere/MF Participaram da coletiva (da esquerda para a direita): Luiz Fernando Alves (coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública), Leandro Secunho (coordenador-geral de Operações da Dívida Pública), José Franco Medeiros de Morais (subsecretário da Dívida Pública) e André Proite (coordenador-Geral de Controle da Dívida Pública)

Participaram da coletiva (da esquerda para a direita): Luiz Fernando Alves (coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública), Leandro Secunho (coordenador-geral de Operações da Dívida Pública), José Franco Medeiros de Morais (subsecretário da Dívida Pública) e André Proite (coordenador-Geral de Controle da Dívida Pública)

A melhora das condições do mercado permitiu que o Tesouro Nacional anunciasse, nesta terça-feira (25/10), a revisão dos limites de referência definidos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2016 para os percentuais de títulos prefixados e a taxas flutuantes.

O intervalo para a participação dos títulos prefixados na composição da Dívida Pública Federal (DPF) passou de 31% a 35% para 33% a 37%. A fatia dos papéis a taxas flutuantes foi alterada de 30% a 34% para 27% a 31%.

A revisão foi publicada juntamente com o Relatório Mensal da Dívida de setembro e está em linha com o planejamento de longo prazo da instituição, que é de reduzir a parcela da dívida indexada à taxa flutuante e aumentar a de prefixados, conforme explicou o subsecretário da dívida pública do Tesouro, José Franco Morais.  

“No ano passado, devido à maior volatilidade, houve a estratégia de reduzir a emissão de prefixados e aumentar a de taxa flutuante. O que se observou é que ao longo deste ano o cenário realizado foi bem melhor que as expectativas. Isso se refletiu nos preços dos ativos e consequentemente na estratégia de emissão de títulos públicos”, disse Franco. “Em outras palavras, as condições de mercado melhoraram bastante”, acrescentou.

Não houve alteração para os demais indicadores. A participação dos papéis atrelados a índices de preços definida no PAF continua sendo de 29% a 33% e a de títulos atrelados ao câmbio é de 3,0% a 7,0%. Os limites para a DPF continuam sendo de R$ 3,1 trilhões a R$ 3,3 trilhões, o intervalo para o prazo médio é de 4,5 a 4,7 anos e o percentual de títulos com vencimento em 12 meses permanece entre 16% e 19%. 


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