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​Meirelles diz que ajuste fiscal elimina incertezas e estimula o crescimento

Nos EUA, ministro afirma que o Congresso está consciente da importância da aprovação da PEC 241
publicado: 06/10/2016 18h39 última modificação: 01/11/2016 15h43
EBC/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou nesta quinta-feira (06/10) o papel do ajuste estrutural das contas públicas para a retomada do crescimento. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o aumento dos gastos públicos à inflação do ano anterior, tramita na Câmara dos Deputados e os congressistas, segundo o ministro, estão conscientes da importância de sua aprovação.

“No momento em que fica claro que, para a economia e o emprego voltarem a crescer, é necessário fazer um ajuste fiscal, os congressistas estão cada vez mais sensíveis ao fato de que o interesse do eleitor dele, em última analise, é o emprego, o crescimento e a renda”, disse Meirelles. Ele está nos Estados Unidos participando das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

O ajuste, disse o ministro, também pode ser facilmente compreendido pelos cidadãos de maneira geral. “A comparação é muito simples e pode ser feita com as famílias. As pessoas entendem que uma família que está gastando muito mais do que ganha e financiando despesas com tomadas de empréstimos no sistema financeiro, cedo ou tarde vai ter problemas”, afirmou Meirelles.

O ministro explicou que em países como o Brasil, quando a dívida se aproxima de 70% do PIB, um ajuste fiscal que limite as despesas públicas e elimine incertezas estimula a confiança e o crescimento. Meirelles acrescentou que as expectativas já têm melhorado com a perspectiva de aprovação da PEC e prevê que na virada do ano a economia esteja começando a se expandir. Ele reiterou a projeção de alta de 1,6% do PIB brasileiro para o ano que vem e apontou que as estimativas do FMI são consistentes com a previsão da Fazenda, de déficit primário próximo de zero em 2019.  

O ministro defendeu também a mudança, de 2016 para 2017, do ano-base que será usado como piso para os gastos com educação e saúde e afirmou que essa alteração foi bem recebida pelos investidores. “Foi entendido perfeitamente que basear o índice no piso para 2017 é extremamente ponderado, correto e rigoroso”, disse o ministro.  

Na conversa com os jornalistas, Meirelles afirmou ainda ser positiva para a Petrobras a aprovação, ontem na Câmara, do texto-base do projeto que desobriga a empresa de ser sócia e operadora única no pré-sal. Ele também destacou a importância de acordos comerciais e da globalização e apontou que o protecionismo leva a um aumento dos custos de produção.


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Confira a íntegra da entrevista.