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​Estoque da DPF cresce 3,10% em setembro com maior volume de emissões desde maio de 2015

Volume financeiro médio diário no mercado secundário atinge recorde de R$ 33,73 bilhões
publicado: 25/10/2016 17h33 última modificação: 31/10/2016 14h21

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 3,10% em setembro na comparação com agosto, passando de R$ 2,955 trilhões para R$ 3,046 trilhões entre os dois meses. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 3,21%, para R$ 2,920 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) aumentou 0,81%, para R$ 126,03 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25/10) pelo Tesouro Nacional. De acordo com o coordenador-geral de operações da dívida pública da instituição, Leandro Secunho, o volume de emissões da DPF no mês passado, de R$ 78,34 bilhões, foi o mais alto desde maio de 2015.

“Foi um mês bastante positivo, com muita demanda”, comentou o coordenador. Os resgates somaram R$ 16,36 bilhões, resultando na emissão líquida de R$ 61,99 bilhões. Houve ainda a apropriação positiva de juros no valor de R$ 29,74 bilhões.

Secunho reiterou que a expectativa do Tesouro é que a DPF encerre o ano dentro do intervalo definido pelo PAF, que vai de R$ 3,1 trilhões a R$ 3,3 trilhões.

Em termos de composição, a parcela de títulos prefixados na DPF aumentou de 36,85% em agosto para 37,71% em setembro. A fatia dos papéis indexados a índices de preços diminuiu de 31,82% para 31,47% e a de títulos a taxa flutuante recuou de 26,94% para 26,54%. 

Juntamente com a divulgação do RMD, o Tesouro anunciou nesta terça-feira novos intervalos do PAF  para os papéis prefixados, de 33% a 37%, e para os títulos a taxa flutuante, de 27% a 31%. “Nossa expectativa é encerrar o ano com a participação dentro dos novos intervalos”, comentou Secunho.

Na divisão por detentores da DPMFi, o grupo Previdência continuou liderando, com 24,26% do total em setembro, seguido pelas instituições financeiras (24,14%) e fundos de investimento (21,40%).

A participação de não residentes, que vem diminuindo ao longo do ano, caiu de 15,67% em agosto para 14,97% em setembro.  “Os estrangeiros estão reduzindo suas posições, mas estão saindo principalmente de títulos de prazo mais curto”, afirmou Secunho.

Ele disse também que não existe uma meta para a participação dos não residentes e que o importante é que o mercado seja líquido e profundo o suficiente para que esses movimentos não tenham impacto nos leilões, como de fato não tiveram. “Não há nenhuma ruptura no mercado”, acrescentou.

Vencimentos, prazos e mercado secundário

A parcela de títulos com vencimento em 12 meses na DPF aumentou de 18,07% para 18,59% entre agosto e setembro, permanecendo dentro do intervalo do PAF, que vai de 16% a 19%. O prazo médio diminuiu de 4,67 anos para 4,59 anos entre os dois meses.

O custo médio recuou de 13,15% em agosto para 12,75% ao ano em setembro, puxado para baixo principalmente pela queda do custo da DPFe. “Em setembro de 2015 houve forte desvalorização do real e em setembro deste ano a moeda se valorizou”, disse Secunho ao explicar esse movimento.

O relatório apontou também que o volume financeiro médio diário de títulos negociados no mercado secundário subiu de R$ 24,90 bilhões em agosto para R$ 33,73 bilhões em setembro. Esse nível é o maior já registrado e representa um resultado bastante positivo, de acordo com Secunho.

Tesouro Direto

O estoque do programa de venda de títulos da dívida pública brasileira para pessoas físicas alcançou R$ 36,623 bilhões em setembro, um volume 3,37% maior que o de agosto.

As emissões líquidas somaram R$ 879,19 milhões e os títulos mais demandados pelos investidores foram os remunerados por índices de preços, que responderam por 57,69% do montante vendido.

O total de investidores cadastrados no programa atingiu 973.894 em setembro, um aumento de 70,84% em relação ao mesmo mês de 2015.

 


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