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Fazenda trabalha em medidas estruturais para estimular investimento, diz secretário

Atividade econômica

Fabio Kanczuk estima retomada do crescimento da economia no primeiro trimestre de 2017
publicado: 30/11/2016 20h20 última modificação: 01/12/2016 16h04
Exibir carrossel de imagens Gustavo Raniere/MF Secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuk, comenta resultados do PIB do 3º trimestre de 2016

Secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuk, comenta resultados do PIB do 3º trimestre de 2016

O secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, disse nesta quarta-feira (30/11) que a recessão está perdendo força a cada trimestre e apontou que a economia brasileira voltará a crescer nos primeiros três meses do ano que vem. “"A recessão está arrefecendo. Em breve teremos crescimento"”, disse ele.  

De acordo com as projeções do MF, o crescimento na margem da economia brasileira será de 2,8% para 2017, quando se considera a variação entre o 4º trimestre de 2017 e o 4º trimestre de 2016.  

Kanczuk destacou que o MF é sensível ao desempenho da economia e indicou que o órgão está trabalhando em reformas para aumentar a produtividade. "“A forma de resolver é estrutural, é fazer reformas para ter ganho de produtividade. É isso que vai fazer o Brasil crescer por anos à frente num ritmo maior"”, afirmou o secretário em entrevista coletiva para comentar a queda de 0,8% do PIB no terceiro trimestre deste ano na comparação com o segundo, anunciada pelo IBGE.  

Ele acrescentou que o investimento será o componente do PIB mais beneficiado com essas medidas estruturais. A retomada da confiança, acrescentou ele, também dará força para a recuperação. “"Notamos que a queda de confiança foi revertida e essa confiança vai fazer o investimento voltar. Com ele, a economia volta. Esse é o racional econômico"”, disse o secretário.  

Kanczuk disse que o desempenho do PIB no terceiro trimestre deste ano veio muito próximo ao esperado pelos analistas e pelo governo e que por isso o MF reiterou a projeção de 1,0% de crescimento para o PIB em 2017. “"Essa é a melhor previsão com base nos modelos, diagnóstico e informação que o governo possui"”, disse Kanczuk.  

O secretário destacou, no entanto, que essa estimativa não é a mais importante. “"Esse 1,0% é influenciado por coisas que aconteceram em 2016. É influenciado pelo passado"”, explicou ele.  Essa influência, chamada pelos economistas de “"carregamento estatístico"”, é de 0,7 ponto percentual negativo, de acordo com os cálculos do MF.   

"“Uma forma diferente de olhar é comparar o quarto trimestre de 2017 contra o quarto trimestre de 2016 e ver a diferença entre as barras. Essa diferença é de 2,8%"”, disse ele, referindo-se ao gráfico apresentado em nota divulgada pela Fazenda. “"No primeiro trimestre de 2017 já começamos a ter crescimento”", afirmou.


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