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Nelson Barbosa apresenta estratégia de política econômica a grupo de empresários

Durante agenda em SP, ministro discute com vários segmentos propostas para reverter crise
publicado: 11/03/2016 17h33 última modificação: 12/04/2016 18h28

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, reuniu-se nesta sexta-feira (11/03), em São Paulo, com cerca de 20 empresários de diversos segmentos para falar sobre a estratégia de política econômica do governo. Durante almoço promovido pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI),  os empresários entregaram um documento intitulado “Para Vencer a Crise”, no qual apresentam um conjunto de sugestões para modernizar a economia.

A  reforma fiscal, a simplificação tributária e o financiamento do investimento foram alguns dos temas abordados no encontro.  Estavam presentes, entre outros, representantes dos setores de alimento, têxtil, construção civil, Tecnologia da Informação e cosméticos.

A reunião faz parte de uma agenda que o ministro está cumprindo desde ontem na capital paulista para discutir com lideranças empresariais, políticas, trabalhistas e do mercado financeiro propostas de retomada do crescimento.

Segundo Barbosa, há um anseio de todos por medidas que melhorem o funcionamento da economia, além de uma concordância geral sobre a necessidade de se adotar ações para estabilizar a economia no curto prazo, de forma a preservar o emprego e a renda. “Mas temos que fazer isso de uma maneira que se encaminhe também para os nossos problemas estruturais”, comentou o ministro após a reunião.

O ministro reafirmou que há também o entendimento de que é preciso discutir a questão da Previdência. “É mais uma discussão de qual é a melhor estratégia de construção de proposta do que uma discordância de mérito”, apontou Barbosa.  “Todos concordam que é preciso preservar o nosso sistema de Previdência. As pessoas estão discutindo qual é a melhor forma de construir e qual é o tempo de apresentar essas medidas”, completou em conversa com jornalistas.

Ele voltou a defender o acúmulo de reservas internacionais como um ativo importante contra a flutuação da taxa de câmbio e como ferramenta de autonomia de política econômica ao Brasil. “Pela acumulação de reservas temos uma estabilidade no nosso balanço de pagamentos maior do que no passado.  E pelo seu elevado volume temos autonomia para discutir a solução dos nossos problemas com os brasileiros”.

Ouça o áudio da entrevista concendida pelo ministro logo após ao IEDI