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Barbosa: Governo confia na queda da inflação

Em entrevista coletiva, ministro destaca importância da aprovação da CPMF e da DRU e defende reforma da Previdência
publicado: 22/01/2016 17h09 última modificação: 05/06/2017 16h31
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo confia na redução da inflação para 6,5% neste ano, e não há contradição entre o combate à alta de preços e o estímulo ao crescimento econômico, disse nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em entrevista coletiva no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça.

O ministro disse que o país está em pleno processo de ajuste. “O maior desafio é na área fiscal, e vamos continuar o trabalho”, afirmou. Barbosa acrescentou que o cumprimento da meta de superávit primário deste ano, de 0,5% do PIB, depende da contribuição do Congresso Nacional, já que se tratou de uma proposta do Executivo aprovada pelo Legislativo. 

Ele referiu-se especificamente à aprovação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU). Segundo o ministro, há chances reais de que o governo consiga aprovar essas duas emendas constitucionais. Ele apontou que a severidade da recessão torna os políticos mais dispostos a tomar medidas para o ajuste da economia, um fator que não estava presente no ano passado.

Barbosa também ressaltou a importância da reforma da Previdência Social, que pode ajudar de maneira permanente a questão fiscal. O ministro destacou que a idade média de aposentadoria no Brasil, de 55 anos, “é a menor entre todos os países mais importantes do mundo”.

O ministro também disse que setores como a agricultura e habitação, além de pequenas e médias empresas, estão demandando crédito. 


COMÉRCIO INTERNACIONAL

Outro ponto abordado na entrevista foi o comércio internacional. Barbosa disse que a crise na Venezuela “é uma preocupação” do governo, que já sente a redução das exportações brasileiras para o país vizinho. Segundo o ministro, o Brasil e outros parceiros estão trabalhando para ajudar a estabilizar a situação venezuelana.

Questionado sobre se uma redução das alíquotas de importação estava no radar, Barbosa disse que essa não é uma prioridade do governo neste momento. O ministro explicou que o Brasil não vai liberalizar o comércio unilateralmente e que o corte de alíquotas só deve vir por meio de negociações bilaterais.