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CMN regulamenta liquidação antecipada de debênture

Nota à imprensa

Foi aprovada ainda a elevação do limite de crédito de custeio pecuário para retenção de matrizes suínas
publicado: 11/04/2016 18h41 última modificação: 13/04/2016 16h49

O Conselho Monetário Nacional (CMN) realizou nesta segunda-feira (11/04) reunião extraordinária. Seguem os votos aprovados: 

1 – Regulamenta o disposto no inciso II do § 1º do art. 1º da Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011

A Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011, disciplinou os benefícios fiscais para a aquisição de títulos de longo prazo de emissores privados não financeiros, por meio da criação das debêntures de infraestrutura. Esta medida encontra-se no contexto da política de fomento ao mercado de dívida privada com vistas a ampliar as alternativas de financiamento de investimentos de longo prazo, em especial investimentos ligados à infraestrutura.

O desempenho do instrumento é inequívoco: entre agosto de 2012 e dezembro de 2015, um total de R$ 15,1 bilhões foi captado a partir das debêntures de infraestrutura. Tal êxito também vem acompanhado por outras métricas: prazo médio superior ao das debêntures convencionais (9 anos), elevada participação do investidor pessoa física residente no Brasil, prazo médio ponderado (duration) de 5,7 anos e spreads baixos sobre títulos públicos de prazo semelhante (em torno de 1%). 

Entretanto, as condições macroeconômicas brasileiras recentes, bem como seus efeitos sobre a curva de juros, têm levado muitas companhias a postergar a captação de recursos por meio da debênture de infraestrutura e, portanto, os investimentos a ela associados. Além disso, os investimentos em execução tiveram como contrapartida emissões de debêntures a taxas significativamente superiores às verificadas até 2014, principalmente pela urgência para a execução de projetos de investimento, apesar da possibilidade recente de acessar um volume maior de recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) indexados à taxa de juros de longo prazo (TJLP), quando da captação por meio da debênture de infraestrutura.

Sem prejuízo do investidor, faz-se necessária a regulamentação da liquidação antecipada da debênture, para permitir uma melhor gestão de ativos e passivos pelo emissor do papel no atual contexto. Assim, propõe-se:

a. Liquidação a exclusivo critério da emissora, desde que haja previsão expressa no Instrumento de Escritura de Emissão sobre a possibilidade de liquidação antecipada das debêntures e sobre os critérios para determinação dos valores a serem pagos aos debenturistas em razão da referida liquidação;

b. Intervalo mínimo de 4 (quatro) anos após a emissão;

c. Será permitida a liquidação antecipada para as debêntures emitidas até 31 de dezembro de 2017, e valerá somente para emissões realizadas a partir da publicação da Resolução proposta. 

RESUMO DO VOTO DA ÁREA AGRÍCOLA

2 – Eleva o limite de crédito de custeio pecuário para retenção de matrizes suínas

O Conselho Monetário Nacional aprovou a elevação do limite de crédito de custeio para retenção de matrizes suínas, passando dos atuais R$ 1,2 milhão para R$ 2,4 milhões. A medida visa a apoiar os suinocultores que estão passando por dificuldades em função do aumento do custo da ração, afetado pela valorização do milho, e da queda das exportações de carne suína. A contratação do crédito poderá ser realizada até 30/06/2016 e o reembolso será em até 2 anos.