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Sobe participação de investidores estrangeiros na dívida pública

Em fevereiro, emissões líquidas do Tesouro Direto tiveram recorde histórico de R$ 366,39 milhões
publicado: 24/03/2015 13h45 última modificação: 26/05/2015 16h49

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) divulgou nesta terça-feira (24/03) o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) referente a fevereiro. No período, subiu a participação dos investidores estrangeiros na Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que passou de 20,21% em janeiro para 20,28% em fevereiro - a segunda maior de toda a série história, iniciada em 2007 (o maior valor aconteceu em outubro de 2014, quando chegou a 20,38%). “Isso corresponde a um incremento no estoque de investidores não residentes em cerca de R$ 16 bilhões”, ressaltou o coordenador de Operações da Dívida, José Franco Medeiros de Moraes.

O estoque da dívida pública federal aumentou 3,64% no período, chegando a R$ 2,329 trilhões. Segundo José Franco, apesar desse valor ainda não estar enquadrado nos limites do Programa Anual de Financiamento 2015 (PAF 2015), isso é natural. “Na medida em que o ano for passando, a ideia é que o estoque e demais indicadores sejam enquadrados nas bandas estabelecidas pelo PAF”, explicou. O PAF 2015 prevê que o estoque da DPF deve ficar entre R$ 2,4 trilhões e R$ 2,6 trilhões.

No mês de referência, as emissões da DPF somaram R$ 66,37 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 17,25 bilhões – resultando em uma emissão líquida de R$ 49,12 bilhões.

Na Dívida Pública Federal externa (DPFe) ocorreu resgate líquido de R$ 2 bilhões. Não houve emissões de DPFe no período. Já as emissões da DPMFi alcançaram R$ 66,34 bilhões e os resgates, R$ 15,22 bilhões – emissão líquida de R$ 51,12 bilhões.

Em relação à composição, os títulos prefixados passaram de 39,01%, em janeiro, para 39,71%, em fevereiro; os indexados a índice de preços apresentaram redução, saindo de 36,29% para 35,25%; os papéis remunerados por taxa flutuante subiram de 19,82% para 20,01%; e os atrelados ao câmbio, variaram de 4,88% para 5,02%, no mesmo período.

Ainda conforme o resultado, houve redução no percentual de vencimentos da DPF para os próximos doze meses de 25,59% (janeiro) para 25,36% (fevereiro). O prazo médio também diminuiu, de 4,59 anos para 4,54 anos. Enquanto isso, o custo médio acumulado nos últimos doze meses da DPF aumentou 0,84 ponto percentual, passando de 11,78% a.a. para 12,62% a.a..

Tesouro Direto

As emissões do Tesouro Direto atingiram R$ 544,44 milhões, em fevereiro, e os resgates, R$ 178,05 milhões. Em seus comentários, o coordenador José Franco destacou as emissões líquidas do Programa, que chegaram a R$ 366,39 milhões, “um recorde histórico”. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 15,94 bilhões, o que representa um acréscimo de 3,7% em relação ao mês anterior.

Segundo Franco, os títulos mais demandados foram as NTN-B Principal, que correspondem a 43,68% do total. “Isso é mais um indicativo de que o produto é muito bom para previdência ou qualquer tipo de poupança a longo prazo”, ressaltou.

Em relação ao número de investidores, 8.361 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto, totalizando 471.705 cadastrados – alta de 21,52% em relação ao mesmo período do ano passado.

Leilões

Ao ser questionado sobre o maior volume de emissão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) em março, o coordenador de operações da Dívida explicou que isso ocorreu porque, neste ano, há grande concentração de vencimentos no primeiro quadrimestre (55%). “Então, é natural que haja uma emissão maior nesse período, pois o simples fato de ter os vencimentos já cria uma demanda para esse papel”, ressaltou.

José Franco acrescentou que, mesmo com uma oferta maior de LFTs, as emissões são feitas “de maneira a não pressionar o mercado, sempre respeitando as condições estabelecidas”. Ele ainda informou que, em abril, o volume de LFTs será menor, uma vez que não haverá vencimentos no período.