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“Ajuste fiscal rápido e completo é necessário para eliminar incertezas” diz Levy

Em reunião com empresários em São Paulo, ministro defendeu medidas fiscais do governo para fazer o país voltar a crescer
publicado: 16/03/2015 15h05 última modificação: 26/05/2015 16h49
Divulgação

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta segunda-feira (16/03), durante reunião com representantes da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que “o ajuste fiscal rápido e completo é necessário para eliminar as incertezas e criar um ambiente de negócios favorável para que a iniciativa privada assuma riscos”.


O ministro defendeu o ajuste fiscal, dizendo que ele é “para arrumar a casa e fazer com que o país volte a crescer. Como essa é uma economia de mercado, é preciso dar oportunidade para a iniciativa privada”. Informou que “essas medidas precisam ser tratadas com o sócio do Executivo, que é o Congresso”.


Segundo Levy, o governo está “reduzindo as políticas anticíclicas, que eram temporárias e não permanentes, por ser insustentável do ponto de vista fiscal. Todos os países reverteram suas medidas anticíclicas”. Acrescentou que as medidas tomadas recentemente “nada mais são do que ajuste à nova situação econômica. Tivemos que arrumar a casa para voltarmos a crescer. O país tem de se adaptar à nova realidade. A boa notícia é que o Brasil pode se adaptar”.


A empresários, o chefe da Fazenda frisou que “o objetivo das medidas fiscais é trazer tranquilidade aos negócios e nenhuma delas é aumento de impostos. Nossa agenda é de realismo de preço, para as pessoas terem confiança”. Além disso, enfatizou que “temos de fazer a coisa certa, em curto tempo. Se tivermos coragem e disposição, vamos conseguir avançar”.


De acordo com Joaquim Levy, o governo “está trabalhando para evitar cenários desfavoráveis, como downgrade, inflação alta e recessão. A realidade exige ação rápida, criar estabilidade para a gente voltar a crescer”.


Ele citou ainda que, além do ajuste fiscal, o governo tem feito outras ações, trabalhando com diversos setores para voltar a crescer. Concluiu enfatizando que “não é hora de ter medo, mas sim de ter confiança”.