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Participação de não-residentes na dívida interna sobe e bate novo recorde, em abril

No período, estoque da dívida publica federal aumenta 0,42%
publicado: 25/05/2015 00h00 última modificação: 11/06/2015 16h08

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta segunda-feira (25/05) que subiu a participação dos não-residentes na Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) de 20,27%, em março, para 20,49%, em abril, novo recorde desde o inicio da série histórica iniciada em 2000. Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, José Franco Medeiros, esse incremento “está em linha com o aumento gradual desses detentores”. 

No período, a parcela das Instituições Financeiras na DPMFi caiu de 27,39% para 26,65% e a dos Fundos de Investimento cresceu de 19,80% para 19,95%. 

Em abril, o estoque da Dívida Pública Federal cresceu 0,42%, de R$ 2,441 trilhões (março) para R$ 2,451 trilhões. Na avaliação do coordenador-geral, essa variação ocorreu devida “à apropriação positiva de juros, de R$ 20,70 bilhões, descontada pelo resgate líquido, de R$ 10,43 bilhões”. 

É a primeira vez no ano que esse indicador foi enquadrado no intervalo estabelecido pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que varia entre R$ 2,450 trilhões e R$ 2,600 trilhões. “A partir de agora, a ideia é que se mantenha dentro desse intervalo, aumentando a cada mês”, ressaltou José Franco ao apresentar o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal referente a abril. 

A DPMFi teve seu estoque elevado em 0,75% (de R$ 2,316 trilhões para R$ 2,333 trilhões). Entretanto, o estoque da DPFe reduziu 5,64%, encerrando abril em R$ 117,68 bilhões (US$ 39,31 bilhões). 

No mês de referência, as emissões da Dívida Pública Federal (DPF) corresponderam a R$ 102,21 bilhões, enquanto os resgates chegaram a R$ 112,64 bilhões. O resgate líquido ficou em R$ 10,43 bilhões: R$ 9,77 bilhões referente a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 0,66 bilhão à Dívida Pública Federal externa (DPFe). A DPMFi emitiu R$ 102,20 bilhões em títulos e resgatou R$ 111,97 bilhões, resultando em líquido de R$ 10,43 bilhões. 

Quanto à composição, subiu a participação da DPMFi na Dívida Pública Federal de 94,89% (março) para 95,20% (abril). Em contrapartida, a parcela da DPFe caiu de 5,11% para 4,80%. 

Para os próximos 12 meses, o percentual de vencimentos da DPF reduziu de 23,10% (março) para 22,82% (abril). O prazo médio cresceu de 4,59 anos para 4,67 anos e a vida média passou de 6,72 anos para 6,82 anos. “A vida média, embora não esteja no PAF, é importante para comparação internacional”, frisou Franco. 

Por fim, o custo médio do estoque da DPF, no acumulado nos últimos doze meses, diminuiu 0,22 ponto percentual, passando de 13,82% a.a. (março) para 13,60% a.a. (abril). O coordenador explicou que “o custo médio não necessariamente segue a taxa selic. Obviamente, tem uma correlação alta. Mas como a composição da dívida é formada não apenas por títulos indexados a taxas flutuantes, tem outras variantes a serem consideradas”.
 

Tesouro Direto 

Em abril, as emissões do Programa atingiram R$ 828,64 milhões e os resgates, R$ 171,79 milhões, resultando em emissão líquida recorde de R$ 656,85 milhões. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 17,580 bilhões, um acréscimo de 5,12% em relação ao mês anterior. 

No período, 11.501 novos investidores se cadastraram, totalizando 495.776 inscritos, alta de 24,91% em relação a março.
 

Emissões externas 

De acordo com o coordenador-geral José Franco Medeiros, o Tesouro Nacional continua avaliando as condições de mercado para escolher o melhor momento para acessar o mercado internacional. “O Tesouro está preparado para aproveitar as janelas de oportunidades que possam surgir, mas sem pressa, porque a necessidade de financiamento externo para 2015 é praticamente zero”, justificou.