Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2015 > Maio > Levy faz balanço das ações do Governo para reequilibrar a economia

Notícias

Levy faz balanço das ações do Governo para reequilibrar a economia

“Delongas não favorecem a retomada do crescimento” afirmou Levy sobre ajuste fiscal em entrevista no Palácio Planalto
publicado: 25/05/2015 00h00 última modificação: 11/06/2015 16h32
Foto: Eduardo Aiache

Foto: Eduardo Aiache

O Ministro da Fazenda Joaquim Levy fez um balanço das três principais ações do Governo, desde o início do ano, para reequilibrar a economia, durante entrevista para imprensa na manhã desta segunda-feira (25/05). A primeira foi ajustar os preços relativos, a segunda, reduzir as despesas do Governo aos níveis próximos de 2013 e, a terceira, encaminhar as medidas fiscais ao Congresso Nacional.

O ministro Joaquim Levy concedeu entrevista para a imprensa no início da tarde, ao lado ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio do Planalto, logo após a reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer.

Ao falar do ajuste fiscal, Levy comentou que tem viajado para vários lugares do Brasil e tem percebido apoio do setor produtivo. “Eles entenderam a necessidade do ajuste, estão prontos e querem avançar. Por isso, delongas não favorecem a retomada do crescimento”, afirmou.

Para o ministro, uma das ações realizadas pelo Governo foi “trazer parte do orçamento que pode ser controlada pelo Poder Executivo para níveis próximos de 2013 e, com isso, acomodar nossas despesas às projeções de receita que temos hoje e que são substancialmente inferiores àquelas constantes do orçamento”.

O ministro explicou que a disciplina no gasto do Governo já vinha sendo feita desde o início do ano, com a publicação de limites financeiros desde o primeiro trimestre (Decreto 8.112) e que, agora, com o anúncio do contingenciamento orçamentário, se passou a ter a projeção desses limites para o ano.

O ministro Joaquim Levy também ressaltou a importância das medidas de ajuste fiscal que estão em tramitação no Congresso Nacional, tanto aquelas que envolvem benefícios da Previdência Social, quanto o Projeto de Lei que reduz a desoneração da folha de pagamentos.

“Vale lembrar que o PL da desoneração que se discute, é quanto o Governo pode se substituir às empresas no pagamento da contribuição patronal, ou seja, no financiamento da Previdência Social”, afirmou Levy. “Esse é um tema importante já que a Previdência Social é um dos pilares da nossa economia”, completou.

O ministro Aloizio Mercadante anunciou a criação de uma comissão técnica com os ministros Carlos Gabas, Ricardo Berzoini, Nelson Barbosa e Joaquim Levy para discutir a sustentabilidade da previdência social para as próximas gerações.

Mais cedo, ao chegar no prédio do Ministério da Fazenda, Levy disse a jornalistas que o contingenciamento orçamentário, anunciado na última sexta-feira (22/05), foi feito com “cautela” e “equilíbrio” e no valor adequado. Ele acrescentou que o Brasil tem que fazer um ajuste estrutural, que engloba o tema da produtividade e da competitividade.

"O contingenciamento é apenas uma parte das políticas que estão sendo postas em práticas. Outras partes são até mais estruturais. Tem a ver com o realinhamento de preços, as concessões, vamos ver como é que a gente reorganiza os financiamentos de longo prazo, agora que os recursos acabaram", disse o ministro. "Agora temos que olhar o tema da competitividade, da produtividade. O Brasil tem que fazer um ajuste estrutural, pois mudaram as condições da economia".

Ouça abaixo o áudio: