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Receita Federal participa de operação contra organização criminosa envolvida em narcotráfico e lavagem de dinheiro

Operação Ferrari

A organização criminosa investigada promovia a internalização de produtos entorpecentes em território nacional, procedentes do Peru e da Bolívia, através da fronteira do Paraguai com o Brasil
publicado: 15/06/2015 10h18 última modificação: 10/06/2016 18h58

Foi deflagrada nesta segunda-feira (15) pela Polícia Federal, com o apoio da Receita Federal, a Operação Ferrari com o objetivo de desarticular organização criminosa envolvida em narcotráfico internacional e lavagem de dinheiro.

A organização criminosa investigada promovia a internalização de produtos entorpecentes em território nacional, procedentes do Peru e da Bolívia, através da fronteira do Paraguai com o Brasil. Após o ingresso no país, a pasta base de cocaína era transportada pelos estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná para posterior refino.

Os líderes da organização se estabeleceram nas regiões de Londrina (PR) e de Campinas (SP), locais onde vinham promovendo operações de lavagem de dinheiro, passando-se por empresários dos ramos de postos de combustíveis, de transporte e de revenda de veículos. Durante as investigações foram identificadas aquisições de imóveis residenciais de expressivo valor, lanchas e veículos de luxo.

Além de diversas ações empreendidas pela Polícia Federal, fato importante para a investigação ocorreu em 17/10/2014, quando a Equipe de Vigilância e Repressão da Alfândega da Receita Federal do Aeroporto Internacional de Viracopos, em operação de verificação de bagagens em voos domésticos, apreendeu R$ 520 mil em espécie da organização criminosa, os quais estavam sendo transportados pelos envolvidos em malas de viagem, em voo entre Aracaju e Londrina que fez escala em Campinas.

Estão sendo cumpridos desde as primeiras horas da manhã 20 (vinte) mandados de prisão, 5 (cinco) mandados de condução coercitiva e 26 (vinte e seis) mandados de busca e apreensão em residências dos investigados e em empresas supostamente ligadas à organização criminosa.

Também foram requeridos pela Polícia Federal à Justiça Federal a decretação do sequestro de diversos bens, dentre eles 20 (vinte) imóveis residenciais e comerciais e mais de 80 (oitenta) veículos, além do bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.

Participam da operação 30 servidores da Receita Federal e cerca de 300 policiais federais, em ações que ocorrem simultaneamente em cinco estados: Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe. A Receita Federal atua em apoio à Polícia Federal nas regiões de Londrina (PR) e Campinas (SP).