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Paulo Nogueira Batista Jr. assume cargo de vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento

Nota à imprensa

Atualmente Diretor-Executivo do FMI, economista estará em Xangai no próximo mês para se integrar à pré-administração do NDB
publicado: 09/06/2015 00h00 última modificação: 05/05/2016 17h01

O Governo brasileiro designou o economista Paulo Nogueira Batista Jr. para assumir o cargo de vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, que está sendo estabelecido em Xangai, na China, pelos Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 

Paulo Nogueira Batista Jr. é atualmente diretor-executivo no Fundo Monetário Internacional, posição para a qual foi eleito pelo Brasil e mais dez países. Durante sua gestão no FMI, tem contribuído para diminuir o desequilíbrio entre as economias avançadas e em desenvolvimento dentro da instituição, tanto por meio das negociações sobre reformas de quotas e governança quanto por seus esforços em aumentar o engajamento do Fundo com as economias de menor porte e em situação de fragilidade. Também participou da agenda de cooperação dos Brics, em especial no tocante ao trabalho preparatório para a criação do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas, que foram estabelecidos por acordos firmados em julho de 2014, durante a VI Reunião de Líderes dos Brics em Fortaleza. 

No começo do próximo mês, Paulo Nogueira Batista Jr. estará em Xangai para integrar-se à pré-administração do Novo Banco de Desenvolvimento, que inclui o presidente do Banco, designado pela Índia, e os outros três vice-presidentes indicados pelos demais países dos Brics. A pré-administração do novo banco está encarregada de conduzir a etapa de implantação da instituição, colocá-la em funcionamento, contribuir para a formulação da sua estratégia e definir seus procedimentos operacionais. O Banco deverá iniciar as suas operações em janeiro de 2016. 

A criação do Novo Banco de Desenvolvimento fortalece decisivamente a cooperação entre os países dos Brics, devendo impulsionar o financiamento de infraestrutura e o desenvolvimento sustentável não só nos Brics, mas também em outros países em desenvolvimento. Como estabelecido no acordo constitutivo, o Banco estará aberto a todos os países membros das Nações Unidas, com os países em desenvolvimento podendo se tornar sócios tomadores de empréstimos. O capital autorizado do Banco é de US$ 100 bilhões. O capital subscrito, de US$ 50 bilhões, será dividido em partes iguais de US$ 10 bilhões entre os cinco membros fundadores, que terão assim o mesmo poder de voto.

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