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Cresce a participação de investidores estrangeiros na Dívida Pública Federal

Em maio, o estoque da dívida pública aumentou 1,83%
publicado: 23/06/2015 17h39 última modificação: 23/06/2015 17h39

O Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) referente a maio, divulgado nesta terça-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), mostrou que a participação dos investidores estrangeiros no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) subiu de 20,49% em abril para 20,80% em maio, totalizando R$ 493,46 bilhões. Em abril, o estoque nas mãos dos não residentes no Brasil era de R$ 478,08 bilhões. Segundo o coordenador de Operações da Dívida, José Franco Medeiros de Moraes, o resultado segue a tendência de aumento gradual de não residentes na dívida doméstica.

No período, a parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve elevação de 26,65% em abril para 26,84% em maio. Os Fundos de Investimentos reduziram a fatia de 19,95% para 19,33%. As seguradoras tiveram crescimento na participação de 4,01% para 4,03%.

Conforme o relatório, o endividamento público aumentou 1,83%, passando de R$ 2,451 trilhões em abril para R$ 2,496 trilhões no mês passado.

A Dívida Pública Federal inclui os endividamentos interno e externo do governo e, segundo o coordenador de Operações da Dívida,“estamos enquadrados nos limites do Programa Anual de Financiamento 2015 (PAF 2015)”. O Programa 2015 prevê que o estoque da DPF deve ficar entre R$ 2,4 trilhões e R$ 2,6 trilhões.

Conforme o resultado, houve um aumento de 5,53% do estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) entre abril e maio, para R$ 124,19 bilhões, “em razão da desvalorização do real frente o dólar”, explicou o coordenador. Não houve emissões de DPFe no período. 
O coordenador garantiu que haverá emissão externa de títulos em 2015, mas sem data marcada. “Não há necessidade de financiamento externo neste ano, o Tesouro se pré-financiou”, disse ele. Para José Franco, “o início do ano foi mais desafiador em relação às emissões, mas agora as condições de mercado estão melhores, principalmente internamente”, completou.

Tesouro Direto

As emissões do Tesouro Direto atingiram R$ 2,411 bilhões em maio, e os resgates, R$ 2,988 bilhões. Em seus comentários, o coordenador José Franco destacou as emissões líquidas do Programa, que chegaram a R$ 366,39 milhões, “um recorde histórico”. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 15,94 bilhões, o que representa um acréscimo de 3,7% em relação ao mês anterior.

Segundo Franco, os títulos mais demandados foram as NTN-B Principal, que correspondem a 41,76% do total.

Em relação ao número de investidores, 12.682 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto, totalizando 508.458 – alta de 26,47% em relação a maio do ano passado.